Filme

"Eu sou ator de uma ficção", diz Temer sobre o filme Democracia em Vertigem

Ex-presidente da República Michel Temer diz que o documentário Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, é uma ficção e que ele participou do filme como um ator ficcional

Leonardo Spinelli
Leonardo Spinelli
Publicado em 11/02/2020 às 20:03
Foto: Agência Brasil
Ex-presidente da República Michel Temer diz que o documentário Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, é uma ficção e que ele participou do filme como um ator ficcional - FOTO: Foto: Agência Brasil
Leitura:

Em entrevista ao canal de jornalismo do Youtube My News, o ex-presidente da República Michel Temer diz que o documentário Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, é uma ficção e que ele participou do filme como um ator ficcional.
"Na verdade, eu sou ator de uma ficção porque, a parte que diz respeito a mim é muito ficcional. Se ela retratasse
efetivamente o que aconteceu, o que eu tenho dito ao longo do tempo, o documentário ficaria mais completo", comentou.

A fala de Temer foi em resposta a uma pergunta do apresentador Antonio Tabet, mais conhecido por ser o criador do humorístico Porta dos Fundos. Tabet pergunta o que Temer tinha achado do filme Petra, já que ele participava do "elenco do documentário".

Temer afirma que achou o filme muito bem produzido, com fotografia maravilhosa e bem documentado, "mas, evidentemente, eu acho que a única observação negativa que eu faria em relação ao filme é que ela (Petra) tomou uma posição, digamos, muito pessoal, política ideológica, muito partidária."

Na opinião do ex-presidente, fora essa questão, o documentário "é perfeito". "Tanto é que, quando você diz que eu participo do filme, é como ator do filme."

Apesar disso, Temer disse que, como brasileiro, viu com muita satisfação o fato de um documentário brasileiro, "uma ficção que seja", ser escolhida para participar do Oscar. "Perdeu para figuras exponenciais que fizeram também um documentário, que não assisti por completo, só vi que era documentário do ex-presidente Barack Obama e de Michele (Obama)."

FOTO

"Para o Brasil foi bom, agora, digo eu, havia muita ficção, especialmente no que toca na minha figura", completou. Após essa resposta, ele é questionado qual seria a ficção do filme que todo mundo fala, mas poucos explicam. Neste ponto, o ex-presidente relembra logo de uma das primeiras cenas do documentário em que Petra mostra a cerimônia de transmissão de cargo de Lula para Dilma e o descreve como o vice-presidente que queria tanto sair na foto ao lado de Dilma e Lula e durante a crise não queria mais saber de foto ao lado dela. "Evidentemente eu teria que estar na foto", observa sobre a cerimônia de posse.

"Eu nunca recusei foto com a senhora presidente. Então logo ali, no início do filme, eu percebi que havia uma tendência pessoal acentuada para dar uma direção, não para documentar, mas para enaltecer certas figuras."

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias