Municípios

Amupe vê sinal de alerta para prefeitos

Dirigente da entidade demonstra preocupação com indícios de irregularidades levantados pelo TCE

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 09/05/2011 às 23:24
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A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), entidade que congrega prefeitos do Estado, recebeu como “um sinal de alerta” a divulgação do relatório preliminar da auditoria de acompanhamento das folhas de pagamento das prefeituras pernambucanas, preparado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que tema de reportagem publicada pelo Jornal do Commercio no domingo (8).  “Acendeu uma luz amarela para os prefeitos”, afirmou nesta segunda (9) o tesoureiro da entidade, Jadiel Cordeiro Braga, prefeito de São Caetano (Agreste).

Ele, porém, enfatizou a necessidade de “bom senso” ao analisar os dados, alertando que algumas informações colhidas podem ter sido repassadas erroneamente por funcionários, e que nestes casos os prefeitos não poderiam ser punidos. O relatório prévio do TCE aponta, entre outras distorções, um elevado número de cargos comissionados nas prefeituras (44%), mortos recebendo salários, servidores com CPFs não existente e funcionários “secretos” – constam nas folhas de pagamento, mas não são registrados no departamento pessoal das prefeituras.

Ao comentar os termos do relatório, Jadiel Braga defendeu a manutenção de servidores efetivos com mais de 70 anos, um dos problemas encontrados, em alguns casos. “Às vezes, há médicos com mais de 70 anos que se a gente aposentar, não achamos outro para substitui-lo”, justificou. Sobre o alto número de CPFs inválidos encontrados (34 mil), ele isentou os prefeitos e indicou que informações erradas partiram dos servidores. Mas no caso dos funcionários “secretos”, secretários e assessores “itinerantes” e não pagamento do salário-mínimo e o piso dos professores, considerou os casos como de “difícil” justificativa.

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