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PTB admite punir deputados que votaram na polêmica PEC da reeleição

José Humberto avisa que assunto será discutido em julho, em reunião da executiva estadual

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 22/06/2011 às 0:02
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O deputado estadual e secretário-geral do PTB de Pernambuco, José Humberto Cavalcanti admitiu que deverá haver punição aos três "infiéis" da bancada do partido que votaram a favor da PEC da reeleição (nº 01/2011), aprovada segunda-feira (20) no plenário da Assembleia Legislativa. Contrariando notificação do partido, que fechou questão contra a reeleição para os cargos da mesa diretora, os deputados Clodoaldo Magalhães, Everaldo Cabral e Francismar Pontes cometeram infidelidade e ajudaram a aprovar a matéria. O secretário afirmou ser importante em uma organização partidária representativa o respeito à disciplina e hierarquia.

“Não deixa de ser uma indisciplina. Pode ter advertência formal ou verbal. O PTB vai avaliar o que fazer e como fazer. Vai ser um momento de reflexão”, ressaltou José Humberto, referindo-se também à reunião da executiva estadual, que acontecerá em julho - data ainda indefinida - para analisar a divisão da bancada e a insubordinação dos deputados contra uma decisão partidária.

Ligado ao presidente estadual e senador Armando Monteiro Neto, que assinou a notificação de fechamento de questão - juntamente com o líder na Assembleia, Izaías Régis -, o deputado José Humberto ressalvou que o episódio “é uma questão interna do partido”, sinalizando que a questão será tratada com precaução. O petebista lembrou que, no estatuto do PTB, está previsto que o fechamento de questão pode ocorrer tanto por decisão de reunião da executiva quanto por ato unilateral do presidente ou do líder de bancada.


“Não houve tempo para se convocar uma reunião, por isso, a decisão foi tomada por ambos”, justificou, respondendo ao questionamento dos infiéis, que se irritaram com a notificação. Na carta, está destacado que o artigo 113 do estatuto prevê a aplicação de punição disciplinar para descumprimento de decisão partidária, como o fechamento de questão. O PTB orientou que “toda a bancada” votasse “contrariamente à aprovação do texto da referida proposição (a PEC da reeleição), assim como de qualquer dos seus substitutivos ou emendas legislativas”.

José Humberto explicou que o objetivo da carta-notificação foi o de “dar suporte aos indecisos ou contrários à posição do PTB”, dando também “respaldo” ao voto contra a emenda da reeleição. “Terminou não surtindo efeito, mas saímos com uma posição de destaque em comparação com os demais partidos da Casa”.

Ele também informou que no início de julho será realizada uma reunião da bancada com o presidente estadual petebista, o senador Armando Monteiro Neto, para avaliar a postura do partido no episódio. Neste encontro de julho, deve ser definido qual será o enquadramento dos petebistas infiéis. Armando, por enquanto, prefere não falar sobre o assunto.

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