Frente Popular

Para João Paulo, atual conjuntura leva ao racha da Frente no Recife

Sem citar o nome de João da Costa, deputado avalia que candidatura à reeleição do prefeito divide governistas

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 01/11/2011 às 0:06
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A possibilidade de um racha na Frente Popular e do lançamento de múltiplas candidaturas do campo governista na disputa pela Prefeitura do Recife, em 2012, é vista pelo deputado federal João Paulo (PT) como fruto da “conjuntura política”. Sem citar nomes, o ex-prefeito da capital debitou indiretamente na conta do atual gestor e ex-afilhado político, João da Costa (PT), uma possível fragmentação da base aliada cujas lideranças partidárias não disfarçam a disposição de lançar postulações próprias na corrida pelo Executivo municipal.

Na lista de exemplos mais recentes, estão o ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB) e os deputados federais Paulo Rubem Santiago (PDT) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC).

“Na última eleição, ninguém defendeu múltiplas candidaturas. É porque existe aí uma conjuntura política, que pode ser mudada, que está levantando essa possibilidade. É o ambiente atual que está proporcionando isso, diante da possibilidade de se perder o Recife para a oposição. Só dentro do nosso campo, quantas candidaturas já surgiram?”, indagou o petista, em entrevista nesta segunda-feira (31), na Assembleia, onde participou de uma audiência pública sobre mobilidade urbana.

Sinalizando que o problema é a falta de consenso em torno do nome de João da Costa, ele comparou, por mais de uma vez, o momento atual com a situação vivida em 2010 pelo governador Eduardo Campos (PSB). Na época, o socialista não enfrentou questionamentos em relação à sua candidatura à reeleição.

As declarações de João Paulo seguem a mesma linha adotada pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), na semana passada. Em entrevista à rádio JC/CBN, o petebista considerou “difícil” a possibilidade do atual prefeito conseguir unir a Frente e defendeu, assim, a tese de múltiplas candidaturas. Na ocasião, Armando, observou, porém, que o PTB pode vir a apoiar um nome do PT que seja capaz de “reunir”.

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