Rumo às eleições

Quadro de incerteza nos partidos da Frente Popular

Ofensiva do governador Eduardo Campos no tabuleiro da eleição do Recife não acalma partidos aliados

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 14/06/2012 às 0:35
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Se o governador Eduardo Campos (PSB) deu um feio de arrumação na Frente Popular ao anunciar, terça-feira (12), que assumia a condução do processo sucessório do Recife dentro da aliança, a apresentação de quatro ex-secretários do PSB - como sugestões para uma candidatura - acabou instalando a incerteza e uma ameaça de dispersão entre os partidos que pediam um nome externo ao PT ou múltiplas candidaturas, ante a quase inviabilidade da unidade. “A posição de Eduardo de apresentar um nome é irreversível?”, indagou um aliancista. “A gente está esperando (ainda) o PT. Todo mundo está”, disse outro de Brasília.

Ao chamar o feito à ordem, o governador deu a segurança de que o processo não corre mais segundo o PT e à revelia dos demais partidos da Frente, todavia, não foi suficiente - segundo aliados - para agilizar as decisões. Ao colocar os nomes de Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico), Danilo Cabral (Cidades), Sileno Guedes (Articulação Política) e Tadeu Alencar (Casa Civil) como opções para a disputa, o quadro que era confuso na aliança governista pode estimular a dispersão

Nesta quarta-feira (13), o deputado federal e pré-candidato Paulo Rubem saiu de reunião com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciando a convenção pedetista no dia 25, para homologar a sua candidatura. A data precisa só do aval do presidente estadual do PDT, José Queiroz.

Lupi, porém, conversou com o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, que acionou a Executiva estadual verde. “Vamos conversar sexta (15) com Paulo Rubem. Ele está dentro do leque de opções do PV. Há uma incerteza. Eduardo terá ou não candidato? O PT conseguirá unir?”, colocou o presidente estadual, Carlos Augusto Costa. Momentos antes, os verdes se reúnem com o presidente do PSB, Sileno Guedes. “Se não houver a façanha do candidato único, a gente pode ter nome próprio ou seguir com o PDT ou PSB”, adiantou.

Na bancada de deputados federais, ao mesmo tempo, ninguém aposta em um prognóstico. “Aqui, temos qualquer cenário que você queira”, ironizou um deputado no anonimato. “Tudo ainda está parado. É difícil dizer hoje se a posição de Eduardo de colocar um nome é irreversível”, expôs a insegurança o deputado estadual Luciano Siqueira (PCdoB).

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