Memória política

Assembleia devolve mandato aos deputados cassados de 64

Em ato ssimbólico, Legislativo presta homenagem, nesta quarta-feira (20), aos parlamentares pernambucanos cassados pelo regime militar

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 19/06/2012 às 20:54
Leitura:

Em ato simbólico, a Assembleia Legislativa de Pernambuco vai devolver, nesta quarta-feira (20), os mandatos aos deputados estaduais cassados no período da ditadura militar (1964/1986). Por proposição do deputado e líder do governo Eduardo Campos (PSB) na Casa, Waldemar Borges (PSB), o Poder Legislativo fará uma reunião solene, às 18h, para restituir, simbolicamente, os mandatos aos cassados em Pernambuco pelo regime de exceção, sem direito à defesa, por diversas motivações.

De acordo com o levantamento feito pela assessoria parlamentar da Casa, foram cassados 25 deputados, 11 dos quais já falecidos, que foram eleitos democraticamente pelo voto popular, mas que sofrerão a cassação do mandato por determinação do regime ditatorial vigente no País. A Assembleia vai oferecer aos que estão vivos - e possam comparecer ou aos seus representantes - e aos familiares dos que já morreram o diploma de posse, simbolizando a devolução do mandato.

Entre os 25 cassados, há nomes que chegaram a se projetar nacional - pela atuação parlamentar e resistência à ditadura -, como o ex-deputado federal Egídio Ferreira Lima. Há, também, nomes ainda na atividade parlamentar ou partidária, como o atual presidente do PMDB estadual, Dorany Sampaio, e o vereador do Recife, Liberato Costa Júnior. Há, ainda, os ex-deputados federais Sérgio Murilo Santa Cruz (PST, já falecido) e Harlan Gadelha (PMDB) e estaduais como Geraldo Pinho Alves(falecido, PMDB, ex-prefeito de Paulista) e Waldemar Borges Filho (Deminha, PMDB), pai do autor da proposta.

Infográfico

Os cassados

O deputado estadual Waldemar Borges define a iniciativa como uma forma de expressar a rejeição a atos antidemocráticos como os ocorridos em Pernambuco e no Brasil no período da ditadura militar de 64. “Eles foram vítimas do arbítrio. Não tiveram direito à defesa, não importa a motivação. É um reconhecimento de que sofreram com a força do arbítrio, que atropelou a vontade popular. É dizer que esses atos não podem nunca mais ocorrer”, justificou líder do governo. Vide relação dos reabilitados no quadro ao lado.

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias