Grande Recife

Racha e troca de acusações esquentam disputa em Camaragibe

Candidata Nadegi Queiroz (PT) é acusada de ser "laranja" pelo próprio vice, que renuncia, e rebate no mesmo tom

Juliane Menezes
Juliane Menezes
Publicado em 04/10/2012 às 7:05
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Na reta final da campanha eleitoral, o PT sofreu um duro golpe em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. Isso porque o vice da chapa da candidata Nadegi Queiroz (PT), Reginaldo Albuquerque (PTB), renunciou nesta quarta-feira (3), alegando que a petista estaria, na verdade, servindo de “laranja” na disputa e pedindo votos para o candidato Demóstenes Meira (PSB). Nadegi, contudo, rebate no mesmo tom e ainda acusa Reginaldo de ter sido um vice “ausente”.

No meio está confusão está o prefeito João Lemos (PCdoB), que logo no início da campanha ofereceu apoio a Nadegi, levando consigo os demais partidos da coligação. Após algum tempo, João Lemos rompeu com Nadegi, passando a apoiar o tucano Jorge Alexandre (PSDB). Com o racha, a candidatura de Nadegi teria ficado prejudicada financeiramente. Diante disso, Reginaldo Albuquerque afirma que passou a arcar com as despesas da campanha.

Entretanto, ele diz que a candidata a prefeita foi flagrada por aliados pedindo votos para Meira, ou seja, atuando como “laranja”, e a acusa ainda de estar distribuindo dois tipos de panfletos: um denegrindo sua imagem e afirmando que o próprio vice é aliado do prefeito e de Jorge Alexandre; e o outro fazendo “acusações caluniosas” contra o tucano, acusando-o de “não ter as mãos limpa”.

Nadegi rebate e afirma que Reginaldo, rompido publicamente com o prefeito, “nos bastidores seria aliado de João Lemos” em um plano para derrubar a sua candidatura. “Na realidade, isso foi uma a trama terrível e diabólica”, afirma a petista. De acordo com ela, o prefeito João Lemos ofereceu seu apoio para fazer com que ela perdesse força, devido à péssima avaliação da gestão por parte da “maioria” dos moradores. Depois, ao retirar o apoio, o prefeito teria a intenção de deixá-la sem apoio financeiro dos partidos. Tudo isso teria sido feito em consonância com o então vice Reginaldo, motivados por um suposto preconceito pelo fato de ela ser mulher.

“Isso não é forma de se tratar a mulher na política”, dispara Nadegi, que, a quatro dias da eleição, ainda não escolheu o novo vice e destacou que Reginaldo foi chamado de “vice Gasparzinho”, justamente por sua “ausência”. E negou que estivesse distribuindo os panfletos citados pelo antigo companheiro.

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