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PT estadual adota "cautela" sobre PSB e João da Costa

Executiva faz primeira reunião, após derrota no Recife, e decide não antecipar posição sobre relação com Eduardo e proposta de expulsão do prefeito

Débora Duque
Débora Duque
Publicado em 30/10/2012 às 7:05
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Na primeira reunião oficial após a derrota sofrida no Recife, a Executiva estadual do PT sinalizou, na noite desta segunda-feira (29), que o partido não deve antecipar qualquer gesto de rompimento com o PSB antes de um indicativo nacional. Internamente, a ordem é manter a cautela.

O resultado de quase quatro horas de conversa,  entre 16 dos 18 membros da Executiva, foi a definição de um calendário de discussões internas para avaliar os motivos que ocasionaram a quebra da hegemonia petista na capital, a situação do prefeito João da Costa (PT) dentro da legenda e o futuro da aliança política com o governador Eduardo Campos (PSB).

Após a reunião, o deputado federal Pedro Eugênio, presidente estadual do PT, afirmou que, antes de o partido assumir qualquer posicionamento, as tendências devem “maturar” entre si o debate sobre esses assuntos. A ideia é de que todos cheguem à reunião do diretório estadual do partido, agendada para o início de dezembro, com posições “amadurecidas”.

“Não daria para realizamos uma reunião do diretório, sem que os pontos mais importantes desse processo fossem aprofundados e maturados com antecipação pelas tendências e principais lideranças. Seria impossível elaborar um posicionamento conjunto em apenas uma semana”, explicou.

O recado de Pedro Eugenio se dirige a alguns membros da Executiva municipal do partido que, no sábado (27), tentaram aprovar uma resolução com medidas drásticas sobre os rumos do PT no Recife. Entre elas, a expulsão do prefeito João da Costa e a adoção de uma postura de “independência” em relação à gestão de Geraldo Julio. O documento foi apresentado por integrantes da Construindo um Novo Brasil (CNB) em parceria com membros da Articulação de Esquerda, das quais participam, respectivamente, o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo.

Mas não houve consenso nem mesmo entre as próprias tendências. O vereador Luiz Eustáquio achou “precipitada” a resolução e pediu para que não fosse colocada em votação. Na eleição para definir se o documento entraria ou não em discussão, houve empate e o debate terminou sendo adiado.

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