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PT abre debate pós-eleição e avalia aliança com Eduardo

Sem alarde, Pedro Eugênio reúne a Executiva estadual. Cúpula quer que derrota no Recife seja assumida coletivamente no partido

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 25/11/2012 às 7:10
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O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, o deputado federal Pedro Eugênio, esteve reunido neste sábado (24) com 15 dos 19 integrantes da Executiva estadual da legenda para fazer uma análise preliminar das eleições 2012. Sem alarde, Eugênio conversou anteriormente com representantes de todas as tendências e abriu o debate pós-eleitoral no PT pernambucano com o clima menos tenso.

Na sede do partido, no Bairro de Santo Amaro, ficou definido que a reunião do diretório estadual será realizada no próximo dia 15 de dezembro, de forma a ampliar o entendimento sobre o futuro da sigla no Estado, discutindo, inclusive, a permanência ou não do PT na aliança do governador Eduardo Campos (PSB) – a chamada Frente Popular.

De acordo com o integrante da Executiva estadual Gilson Guimarães, dois pontos foram consenso na reunião deste sábado. O primeiro é que a responsabilidade pela derrota eleitoral no Recife deve ser assumida coletivamente pelo partido. “Não podemos nos eximir, nenhum dos lados. Nem o lado do prefeito (João da Costa) e nem o lado de Humberto Costa e João Paulo. Para virar a página é preciso que o entendimento seja coletivo de que os erros foram de todos”, defendeu.

O segundo ponto de consenso foi o da necessidade de adoção de uma estratégia mais ampla, que evite que o PT caia novamente no erro de dar prioridade às lideranças com mandatos, em detrimento dos demais militantes. Integrantes da Executiva estadual avaliaram que o PSB vem crescendo exatamente porque tem uma estratégia mais bem elaborada de ocupar espaços, enquanto que o PT perde espaço. E não somente para o PSB, mas para outros partidos da Frente, como o PTB.

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