Partidos

PSD, um campeão sem disputa

Sem nunca ter disputado eleição, o PSD se destaca com as adesões, já passando a contar com o maior número de vereadores

Márcio Didier
Márcio Didier
Publicado em 16/10/2011 às 17:56
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Se fosse possível definir numericamente a palavra adesismo, ao menos no caso pernambucano, o número seria 303. É esta a quantidade de vereadores que migraram para as fileiras do Partido Social Democrata (PSD) no Estado. Criada sob as bençãos do governador Eduardo Campos (PSB), a legenda encerrou o período de filiações com um volume de vereadores superior até mesmo ao PSB, partido presidido por Eduardo nacionalmente, que conta com 220 integrantes nos legislativos municipais. Afamado no interior como "o rei dos vereadores", o deputado federal Inocêncio Oliveira também viu o seu PR, que ocupa 225 cadeiras, ser desbancado pelo PSD.

Gerido em Pernambuco pelo ex-deputado federal pelo DEM André de Paula, o PSD ganhou corpo nos principais municípios por força dos 20 prefeitos que arrancou de outros partidos. Foi pelas mãos dos protagonistas das próximas eleições que os vereadores começaram a chegar aos montes. As maiores bancadas legislativas do PSD estão em Caruaru (Agreste) e no Cabo de Santo Agostinho, com cinco integrantes, seguidas pelo Recife e Belo Jardim (Agreste), com quatro. Em Jaboatão, são três. Petrolina (Sertão) e Arcoverde (Sertão), dois. O saldo é impactante. Sem nunca ter participado de um processo eleitoral, o PSD pernambucano está representado em 178 dos 184 municípios.

Apesar de satisfeito com a dimensão que sua legenda ganhou Pernambuco adentro, o presidente André de Paula afirma que o resultado poderia ter sido muito melhor, não fosse a demora do Tribunal Superior Eleitoral em reconhecer a legalidade do partido. "Esse número é fruto de apenas 12 dias de trabalho, que foi o tempo entre a concessão do registro e o fim do prazo de filiações. Imagine só se tivéssemos passado por esse período em igualdade de condições com os outros partidos? O número seria muito maior", assegura ele, recuperado do ostracismo que as urnas lhe impuseram em 2010.

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