Campanha

Humberto sem Lula no palanque

Ex-presidente fica de fora da campanha de rua do Recife e Humberto procura demonstrar que já assimilou a ausência

Márcio Didier
Márcio Didier
Publicado em 07/09/2012 às 6:25
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Com a visita do ex-presidente Lula sendo tratada como um reforço crucial, a campanha do senador e candidato do PT à Prefeitura do Recife, Humberto Costa, precisa começar a pensar em outro artifício para injetar ânimo na militância e no seu eleitorado. Ao menos até segunda ordem. A cúpula nacional do PT já admite que o ex-presidente deve reduzir as viagens de campanha pelo Nordeste e, inclusive, já avisou ao candidato petista em Teresinha (PI), Wellington Dias, que já tinha preprado até o palanque para recebê-lo. Recife também estaria nessa rota cancelada.

Durante à tarde dessa quinta-feira, Humberto Costa já sinalizava fortemente que a ausência de Lula está sendo absorvida. “Nós estamos fazendo essa campanha absolutamente tranquilos, não dependemos necessariamente da presença física de Lula. As pessoas sabem que ele nos apoia”, afirmou.

O candidato que até então alardeava a presença do guru, disse que não ficará se pautando pela agenda de Lula. “A informação que tenho é que o presidente tinha uma agenda aqui para o Nordeste que incluía a gente, Fortaleza, Salvador e Teresina e que por razões de saúde, do esforço que ele teria que fazer, está adiando essa agenda. Não quer dizer que não vai acontecer. Mas eu estou me antecipando em dizer o seguinte: não vou ficar aqui na dependência dessa vinda”, sentenciou.

Coordenador da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), Francisco da Rocha, Rochinha, afirmou que o ex-presidente tem investido na campanha eletrônica – nessa quinta-feira, inclusive, ele gravou depoimentos para os candidatos Pedro Eugênio (Ipojuca) e Sérgio Leite (Paulista) – e que, pessoalmente, é contra viagens de Lula pelo Brasil. “Eu sou um dos que advogam aqui (no PT nacional) e disse para ele, na quarta, que não é só o caso daí (Recife). Lula faz isso, ele deve se ater sobretudo nas gravações para os programas de televisão, para telão, e não enfrentar a rua com passeatas de comícios. Da situação como saiu, precisamos do Lula por muitos anos”, afirmou.

Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira do JC


 

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