RUMO A 2014

"Vamos colocar o PSB à disposição do País"

Encerrada as eleições, Eduardo Campos fez um balanço do resultado das urnas, do desempenho do PSB, partido que preside, e dos próximos passos da legenda

Manoel Guimarães
Manoel Guimarães
Publicado em 30/10/2012 às 6:02
Foto: Igo Bione/JC Imagem
Encerrada as eleições, Eduardo Campos fez um balanço do resultado das urnas, do desempenho do PSB, partido que preside, e dos próximos passos da legenda - FOTO: Foto: Igo Bione/JC Imagem
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Assim como fez ao final do primeiro turno, o governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, concedeu entrevista coletiva para comentar o resultado das eleições municipais. O socialista voltou a destacar o desempenho de seu partido, que venceu em seis dos sete municípios onde disputou o segundo turno, e governará cinco capitais a partir de 2013. Também falou da relação com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Abaixo, trechos da entrevista. Leia a entrevista completa na edição desta terça-feira do Jornal do Commercio.

RESULTADO

Vamos pegar os indicadores. O PSB cresceu 42% no número de prefeitos eleitos, enquanto o segundo maior crescimento foi do PT, com 14%. Todos os demais partidos tiveram queda. Quando vamos para o número de pessoas que moram nas cidades que os partidos governam, nós crescemos 101%, enquanto o segundo colocado, que foi o PT, cresceu 36%. Além disso, o partido que mais governa capitais é o PSB, com cinco, enquanto PT e PSDB ficaram empatados, com quatro cada. Mas um indicador extremamente importante é que chegamos ao índice de reeleição de 72%, quando a média dos outros partidos fica na faixa de 50%. Claro que tivemos candidatos que foram à reeleição e perderam. Aí cabe a cada diretório municipal avaliar o que houve e o que precisa ser corrigido. Nossa orientação para os que perderam é esfriarem a cabeça, fazerem uma análise, uma autocrítica, para voltarem a vencer no futuro.

FUTURO

Quem ganha a eleição ganha também responsabilidades, e é preciso saber usar a vitória e a força política para fazer aquilo que interessa ao País. Queremos que essa força política que o PSB adquiriu nesta eleição seja colocada à disposição do País para as boas causas. O próximo passo é cuidar de ajudar os que ganharam em 442 municípios em nome do PSB para que possamos prepará-los para fazerem o melhor a partir de janeiro. Faremos um seminário nacional nesta quarta-feira, onde basicamente teremos uma análise de conjuntura, para que os prefeitos tenham ideia de como será o primeiro ano das administrações, os passos para uma boa gestão, as experiências que deram certo.

DILMA
Nós temos uma relação de grande respeito e muita consideração com a presidente Dilma. Estamos na base de sustentação do seu governo, ajudamos no processo eleitoral porque vimos nela qualidades para ser presidente da República. No processo, é um direito de cada um de dizer o que acha da relação que temos com Dilma, que continua a ser uma relação de companheiros. Conversei com ela (Eduardo interrompeu a entrevista para atender um telefonema de Dilma, que durou cerca de 15 minutos), falamos sobre vários assuntos administrativos e ficamos de ter uma conversa nos próximos dias.

ALIADO
Se fizer um levantamento, nos principais embates vividos pelo governo federal o PSB sempre esteve ao lado das posições de Dilma. Estamos olhando para a frente. É nossa responsabilidade ajudar nesse momento. Já tem muita gente para criar problemas para a presidente Dilma. Nós queremos ajudá-la a criar soluções e a tocar a pauta que interessa à população nesse momento.

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