Rumo a 2014

Desafio é buscar voto de opinião

Cunhado de Rands se cacifa para ?herdar? seus votos, mas deputados avaliam como ?difícil? por conta do perfil do eleitorado

Márcio Didier
Márcio Didier
Publicado em 03/03/2013 às 11:14
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Os votos de represados de Marurício Rands (PT) ainda são uma incógnita. De Rands, não há um nome na Assembleia que herde seus votos. Fora do Legislativo, o nome mais cotado é o do petista, cunhado e ex-secretário de Assuntos Jurídicos do ex-prefeito João da Costa (PT), Cláudio Ferreira, que nunca disputou mandato. Veterano petista, Cláudio demitiu-se da gestão do ex-prefeito para apoiar, inicialmente, Maurício Rands na disputa pela indicação de candidato a prefeito da Capital, ano passado. Posteriormente, quando Rands saiu da disputa e João da Costa foi afastado pelo PT nacional, assumiu a coordenação da candidatura de Humberto Costa, derrotado nas urnas por Geraldo Julio (PSB). Magoado com a “fritura” pela nacional, Rands renunciou ao mandato de deputado, demitiu-se da Secretaria de Governo do Estado e desfiliou-se do PT. “Cláudio está avaliando. Até março decide”, diz um petista.

Com voto de opinião predominando, a avaliação é que, mesmo que deseje transferir votos, Rands terá dificuldade de deixar herdeiro. “Rands tem o voto pulverizado, pouco profissional. A tendência é que se espalhe. O PT tem o espaço de Rands, mas está enfraquecido em razão da derrota eleitoral no Recife. Perda de espaço que fez Isaltino Nascimento (deputado e atual secretário de Transporte) desistir. Achou que não iria conseguir”, conta um deputado estadual de oposição.

Por enquanto, o petista André Campos mantém a pretensão de ir para a disputa maior, mas há indícios de que vai analisar as chances em razão do desgaste do PT estadual. "O voto de Rands é de classe média, é pessoal. Os votos de prefeitos do interior ele perdeu (ao renunciar). Falam que Cláudio Ferreira será o herdeiro (do que restar)”, diz um governista aspirante à Câmara. “É difícil herdar o voto de Rands”, confessa um petista.

GUERRA
Lutando contra problemas de saúde, se Sérgio Guerra (PSDB) não disputar a reeleição abrirá um leque maior de candidatos tucanos à Câmara. Além de fortalecer o desejo do deputado Betinho Gomes, pode estimular o deputado de primeiro mandato na Assembleia Claudiano Martins Filho (PSDB) a sair para a disputa federal. Sem Sérgio, o prefeito de Limoeiro, Ricardo Teobaldo, pode ser mais um tucano na disputa e ainda o vice de Petrolina, Guilherme Coelho. “Ocorre que Sérgio Guerra afirma que é candidato em qualquer hipótese. Ele não apresenta mais sinais do câncer. Há ainda a questão do palanque presidencial. Pode ser que haja necessidade de deslocar um federal, Sérgio ou Bruno Araújo, para a majoritária estadual”, pondera um tucano.

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