RUMO A 2014

Eduardo ataca as "velhas lideranças"

Governador defende "renovação" das lideranças políticas, num ataque aos caciques do PMDB. Eduardo também diz que críticas ao governo não podem ser um incômodo

Débora Duque
Débora Duque
Publicado em 19/03/2013 às 5:48
SEI/Divulgação
Governador defende "renovação" das lideranças políticas, num ataque aos caciques do PMDB. Eduardo também diz que críticas ao governo não podem ser um incômodo - FOTO: SEI/Divulgação
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Mesmo rejeitando publicamente o rótulo de presidenciável, o governador Eduardo Campos (PSB) segue aproveitando suas agendas políticas e administrativas para fincar um discurso de amplitude nacional. Nesta, um evento oficial do governo do Estado para celebrar o Dia Internacional da Mulher – comemorado no último dia 8 – transformou-se em cenário para Eduardo pregar, mais uma vez, a necessidade de haver uma “renovação” das lideranças políticas do País. Nas entrelinhas, o mote tem como alvo o fortalecimento da aliança do PT com caciques do PMDB, a exemplo dos senadores José Sarney e Renan Calheiros.

“Estamos num processo de construção de um novo Brasil, que precisa também de um novo pacto social e político. Não vamos arrancar o resto de machismo que tem na máquina pública deste País com as velhas lideranças políticas carcomidas, que nunca assumiram os compromissos de romper com esses cacoetes e deformações”, afirmou o governador.

A um público exclusivamente feminino, formado por cerca de 1.500 pessoas, o socialista falou sobre políticas de gênero e as conquistas dos direitos das mulheres, sem fazer menção à presidente Dilma Rousseff (PT). No evento, realizado no Teatro Guararapes, ainda foi possível ouvir coro exaltando a possível candidatura de Eduardo à Presidência da República. “Brasil, pra frente, Eduardo presidente”, bradou a plateia.

Leia mais na edição desta terça-feira do Jornal do Commercio.

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