Governo

Cobranças ao prefeito e ao governador em ato na Zona Norte do Recife

Geraldo Julio e Eduardo Campos passam por verdadeira "saia justa" na Campina do Barreto

Gabriela López e Juliane Menezes
Gabriela López e Juliane Menezes
Publicado em 14/06/2013 às 7:00
Michele Souza/JC Imagem
Geraldo Julio e Eduardo Campos passam por verdadeira "saia justa" na Campina do Barreto - FOTO: Michele Souza/JC Imagem
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O governador Eduardo Campos (PSB) e o prefeito Geraldo Julio (PSB) passaram por uma saia justa, nesta quinta-feira (13), durante o anúncio da construção de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Recife. Insatisfeitos com problemas na saúde e habitação, moradores da Campina do Barreto, na Zona Norte, aproveitaram o evento para realizar um protesto improvisado.

A movimentação começou quando o secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Figueira, discursava no palco montado na área externa da Policlínica Amaury Coutinho.

“De que adianta construir UPA, se não tem médico?”, gritou a dona de casa Elizabete Maria da Conceição, 47 anos, enquanto o secretário exaltava que “este governo tem a marca de que, para fazer, tem que fazer bem feito, sem puxadinho”. O desabafo veio porque, desde o último dia 5, a moradora, conforme relatou, procura atendimento na Policlínica para tratar uma infecção urinária, mas não encontra profissional. Após o protesto, ela foi assistida por um médico.

Funcionários da Prefeitura apressaram-se para controlar a situação, chamando a dona de casa para conversar em reserva, mas pouco tempo depois outros moradores começaram a fazer mais queixas.

Já durante o discurso de Geraldo Julio, uma senhora começou a reclamar do atraso nas obras do conjunto habitacional da Rua das Moças, em Água Fria, que foram aprovadas no Orçamento Participativo (OP) em dezembro, na gestão de João da Costa (PT). A entrega das casas estava prevista inicialmente para maio. Hoje, as obras encontram-se paralisadas.

O protesto logo teve a adesão de um grupo de senhoras que pediam urgência na entrega das moradias, relatando que vivem na beira do Rio Beberibe e estão sofrendo com alagamentos devido às chuvas. “O prefeito assumiu há cinco meses e já encontrou as casas deste jeito”, tentava acalmar o assessor da secretaria de Governo, Sérgio Campelo, colocando a responsabilidade na gestão anterior. “Uma coisa é a moradia, outra é a saúde”, dizia.

A moradora Aldemira Lima, 50, também espera receber uma das casas. “Onde eu moro está alagado, uma palafita, está péssimo. Já fui mordida por gabiru, escorpião...”, lamentava.

Ao fim dos discursos, os moradores se aglomeram em torno do prefeito e do governador para reforçar as queixas. Os ânimos só se acalmaram quando Eduardo Campos agendou uma reunião da sua equipe junto com funcionários da Prefeitura para amanhã (15), na Escola Municipal de Água Fria.

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