Caruaru

Advogado tenta libertar o vereador Jajá

Político, que é homossexual assumido e se diz vítima de perseguição, permanece na prisão

Pedro Romero
Pedro Romero
Publicado em 24/07/2013 às 7:07
Pedro Romero/Especial para o JC
Político, que é homossexual assumido e se diz vítima de perseguição, permanece na prisão - FOTO: Pedro Romero/Especial para o JC
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 O vereador Jailton Soares de Oliveira Batista, 26, (PPS), conhecido como Jajá, permanece na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru. Ele foi preso na segunda-feira (22), sob acusação de receptação de um veículo roubado. O advogado do vereador informou nesta terça-feira (23) que está tomando os procedimentos necessários para tentar libertá-lo, mas disse que ainda não é possível prever quando ele poderá sair da prisão.

De acordo com o diretor da penitenciária, Sérgio Siqueira, o vereador caruaruense está em uma cela no setor de triagem, isolado dos demais presos, e pode receber visitas de familiares. Nesta terça à tarde, o advogado José Américo Monteiro esteve na unidade prisional para conversar com seu cliente e colher algumas assinaturas para os procedimentos jurídicos.

“Estamos analisando os documentos para recorrer da decisão. A prisão preventiva não deveria ter sido adotada, já que o vereador não representa ameaça às investigações e tem endereço fixo”, comentou José Américo. Segundo ele, ainda é cedo para dizer quando Jajá poderá deixar a penitenciária.

Já o assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Caruaru, Bruno Martins, disse que, do ponto de vista legal, não há motivos para cassação ou perda do mandato do vereador, que cumpre seu primeiro mandato em Caruaru. “Isso só pode acontecer depois de uma sentença definitiva e irrecorrível”, completou.

Citado por Jajá como um dos vereadores que teriam feito ameaças a ele antes de ser preso, Ricardo Liberato (PSC) divulgou, ontem, nota negando as ameaças. Liberato, que é presidente da Comissão de Ética e vice-líder do governo José Queiroz (PDT), disse que visitou Jajá para tentar amenizar uma crise entre ele o também vereador Romildo Oscar (PTN), que discutiram em uma sessão Legislativa.

“Em conversa com o vereador, o aconselhei a respeito de algumas condutas no Legislativo, a importância de seguir algumas dessas normas para que a Casa pudesse trabalhar da forma mais harmônica possível”, diz a nota.

Jajá foi detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva solicitada pelo delegado Márcio Cruz e expedido pelo juiz Pierre Souto Maior. Ele está sendo acusado de comprar um veículo roubado e foi detido quando estava no fórum, realizando procedimentos de defesa no processo em que é acusado do crime.
O parlamentar disse que não sabia que o carro, adquirido no ano passado, era roubado, e se diz vítima de perseguição política.

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