Partidos

João da Costa defende diálogo

Prefeito afirma que, passada a eleição interna, o partido deve ''construir um processo interno de muito diálogo''

Roberval Sobrinho
Roberval Sobrinho
Publicado em 13/08/2013 às 5:55
Foto: Priscila Buhr/Acervo JC Imagem
Prefeito afirma que, passada a eleição interna, o partido deve ''construir um processo interno de muito diálogo'' - FOTO: Foto: Priscila Buhr/Acervo JC Imagem
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“Passado o processo eleitoral do PED, no qual esperamos sair vitoriosos, vamos tentar construir um processo interno de muito diálogo.” Com esta declaração, o ex-prefeito João da Costa demonstrou otimismo e vai na mesma linha seguida pela deputada Tereza Leitão, apoiada por ele e candidata do seu grupo. “O que nos move hoje não é olhar para os erros do passado e sim o desejo de acertar no presente para construir um novo futuro, para o PT em Pernambuco e esse desafio vai exigir de nós tolerância, paciência, coragem e ousadia”, afirmou Costa. Na sua visão, a busca pela unidade é um dos maiores desafios e que “é preciso boa vontade dos dirigentes para o diálogo”.

João da Costa frisa que estar aberto ao diálogo não significa deixar de debater as diferenças. “E nós temos diferenças. Por isso que essa é uma chapa para mudar o PT em Pernambuco. Queremos um novo tempo para o PT, e esse tempo será construído com muito diálogo”.

O ex-prefeito diz que há muitas insatisfações dentro do PT estadual. “Existe um desconforto com a nossa direção. O esvaziamento político do partido no interior do Estado, por exemplo, é evidente e precisa ser corrigido”, observou Costa.

Questionado se o resultado do PED, numa eventual vitória da chapa apoiada por ele, poderia interferir nas eleições do ano que vem, João da Costa acredita que “pode não ser determinante, mas que pode ajudar muito”. “O PT já passou por momentos difíceis e se reconstruiu. Eu espero que a própria campanha do PED amadureça as relações internas do PT, de modo que ajude a melhorar o desempenho do PT nas eleições de 2014”, disse.

Instado a comentar sobre sua relação com os desafetos políticos dentro da sigla, entre eles o ex-prefeito João Paulo, João da Costa limitou-se a dizer que “não tenho incômodo pessoal nenhum”. “A minha insatisfação é partidária. O que houve (ano passado) foi um equívoco, mas vamos continuar o debate e insistir nisso”, promete.

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