Caruaru

Neguinho Teixeira é condenado a 21 anos de prisão

Alvo de ação penal movida pelo Ministério Público, ex-prefeito é acusado de peculato. Ele ainda pode recorrer da decisão

Ciro Carlos Rocha
Ciro Carlos Rocha
Publicado em 26/08/2013 às 20:52
Arquivo JC
Alvo de ação penal movida pelo Ministério Público, ex-prefeito é acusado de peculato. Ele ainda pode recorrer da decisão - Arquivo JC
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O ex-prefeito de Caruaru Manoel Teixeira de Lima, conhecido como Neguinho Teixeira, foi condenado a 21 anos, um mês e 22 dias de prisão, por peculato e coação no curso do processo. A sentença foi proferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru, Gleydson Gleber, no julgamento de uma ação penal pública de autoria do Ministério Público. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com a denúncia da promotoria, Neguinho Teixeira apropriou-se de dinheiro público, em contratos que vigoraram em 2007, quando ele era presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru. Ele também teria ameaçado uma testemunha através de uma mensagem de texto enviada pelo celular.

Segundo a denúncia, o ex-vereador teria se apropriado de valores nos contratos referentes à manutenção preventiva e instalações elétricas no prédio da Câmara. O primeiro contrato foi firmado com Diego Antunes Elias e o segundo com Edvan Vila Nova Alvesque. Segundo o Ministério Público, entretanto, os contratados recebiam sem nunca terem prestado serviço.

Diego Antunes deveria prestar serviços elétricos e receber por isso R$ 650, somando, no ano, o valor de R$ 7.800. De acordo com a denúncia, Diego Antunes, que possui deficiência mental, o que impossibilitava a prestação do serviço, recebia R$ 200 por mês, sendo os outros R$ 450 entregues ao acusado.

Já Edvan Vila Nova deveria prestar o serviço de pintura, pelo qual receberia R$ 650, totalizando R$ 7.800. Mesmo sem realizar o serviço, Edvan recebia R$ 150, ficando o réu com R$ 500. Edvan Vila ainda teria sido ameaçado por Manoel Teixeira quando prestava depoimento perante o MPPE.

Pelo crime de peculato, o acusado foi condenado a 18 anos, quatro meses e um dia de reclusão. Em relação à coação da vítima, Manoel Teixeira foi condenado a três anos e 20 dias de reclusão. Somando as penas, dá um total de 21 anos, quatro meses e 20 dias.

Como Neguinho Teixeira foi preso durante o processo por um período de dois meses e 29 dias, esse tempo foi deduzido da pena, que no final ficou em 21 anos, um mês e 22 dias de reclusão. Neguinho Teixeira poderá recorrer em liberdade. Nem ele, nem seus advogados foram localizados para comentar a decisão.

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