Rumo a 2014

Eles são as raposas de Eduardo no Estado

Nomes como o de Guilherme Uchoa, Inocêncio Oliveira, Ettore Labanca, entre outros, compõem o time do socialista

Bruna Serra
Bruna Serra
Publicado em 19/10/2013 às 6:55
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Nomes como o de Guilherme Uchoa, Inocêncio Oliveira, Ettore Labanca, entre outros, compõem o time do socialista - FOTO: JC Imagem
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Apesar de todas as teorias expostas pela neo socialista Marina Silva, e mesmo pelo próprio governador Eduardo Campos, o que se vê na administração de Pernambuco são alianças que vão na contramão do discurso. Como definir políticos de longa data que estão ao lado de Eduardo Campos na gestão estadual? Baseado no conceito de “raposa” oferecido pelo governador, que apontou para políticos e famílias em cena há mais de 30 anos no cenário nacional, é possível elencar alguns nomes.

Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) cumpre o terceiro mandato consecutivo como presidente da Casa. A façanha só foi possível depois que o Poder Legislativo aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição, que permite uma reeleição de membros na mesa diretora. A articulação teria contado com o apoio do governador Eduardo Campos, embora – como é de praxe – todo governante diga, publicamente, que não se mete nos assuntos do Legislativo.

Um dos maiores aliados de Eduardo no Estado, Uchoa já cumpre cinco mandatos na Casa de Joaquim Nabuco, totalizando 20 anos no poder. No pleito de 2010, foi eleito com quase 100 mil votos. Não raro, é possível vê-lo dizendo que faz parte do PEC – o “Partido de Eduardo Campos”. Foi na primeira administração do governador que ele conquistou a presidência do Poder, onde está até hoje, administrando um orçamento anual de R$ 394,9 milhões.

Foi em 2006 que Eduardo uniu-se a outra figura histórica da política pernambucana. O deputado federal Inocêncio Oliveira (PR) começou na política em 1975, quando integrava os quadros da antiga Arena, partido que dava sustentação ao regime militar. Está no décimo mandato na Câmara Federal. Desde que Eduardo elegeu-se governador, seu grupo político patrocinou indicações como o ex-secretário de Transportes Sebastião Oliveira – que vem a ser primo do parlamentar – e para a Secretaria de Turismo, onde está o deputado estadual Alberto Feitosa (PR).

Relação semelhante tem o governador com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP) – denunciado pelo Ministério Público Federal sob acusação de cobrar propina para liberar o funcionamento do restaurante da Casa, entre janeiro e abril de 2005. Sua filha, Ana Cavalcanti, é secretária de Esportes de Pernambuco.

Prefeito de São Loureço da Mata, Ettore Labanca também está na lista, junto com o ex-governador Joaquim Francisco (PSB). Ettore foi socorrido por Campos quando perdeu o mandato de deputado estadual, em 2008. Acabou com uma secretaria criada somente para lhe abrigar: Relações Institucionais. O governador também deu à mão ao ex-governador Joaquim Francisco, hoje suplente do senador Humberto Costa (PT). Caso o petista tivesse vencido a disputa para a Prefeitura do Recife, no ano passado, ele agarraria seis anos de mandato.

O ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) também são lembrados. O peemedebista, com trajetória destacada na resistência democrática do antigo MDB, foi deputado estadual, federal, prefeito do Recife (dois mandatos), governador (dois mandatos) e, em 2014, conclui seu primeiro mandato de senador. De aliado passou a ferrenho adversário do avô de Eduardo, Miguel Arraes de Alencar, e do próprio governador, que o sucedeu no Palácio, mas fizeram as pazes na campanha de 2012.

Fernando Bezerra completa 30 anos de vida pública em 2013. Seu primeiro mandato foi de deputado estadual. Sua família se reversa no domínio da política no Sertão pernambucano desde 1947, quando seu avô, Nilo Coelho, começou a carreira.

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