RUMO A 2014

Palanques de Eduardo e Aécio em confronto

Governador socialista tenta abafar "crise" com presidenciável tucano, após críitica de do vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, contra o PSDB

Bruna Serra
Bruna Serra
Publicado em 19/10/2013 às 6:00
Clemilson Campos/JC Imagem
Governador socialista tenta abafar "crise" com presidenciável tucano, após críitica de do vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, contra o PSDB - FOTO: Clemilson Campos/JC Imagem
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A afirmação do vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, de que o senador Aécio Neves (PSDB) seria o principal adversário a ser batido nas eleições 2014 – permitindo um segundo turno entre o governador Eduardo Campos e a presidente Dilma Rousseff (PT) –, foi descredenciada pelo próprio governador em ligação que fez ontem ao mineiro. A iniciativa de Eduardo, entretanto, não reduziu o “estresse” entre PSB e PSDB. Tucanos fizeram duras críticas a Roberto Amaral, chamado até de “petista infiltrado”.

“Hoje (ontem) liguei para o senador Aécio Neves. Disse que nós temos que seguir dialogando. É legítima a caminhada do PSDB, como é legítima a caminhada do PT e a nossa”, disse Eduardo, na tentativa de abafar a “crise” entre os partidos. Amaral, em entrevista na quinta (17) ao Estado de S. Paulo, declarou: “é ele (Aécio) que preciso afastar e impedir o crescimento. Então, é ele que se torna o meu (do PSB) principal adversário". Ontem, diante dá irritação dos tucanos, o socialista não deu declarações públicas.

No Recife, Eduardo reforçou o conceito que vem aplicando nos seus discursos de que o debate político deve ser “civilizado e amplo”. “Nós entendemos que não podemos resumir esse debate sobre o Brasil do futuro a uma disputa sobre pessoas ou partidos. Não vamos transformar esse debate num ringue, de forma nenhuma. Isso interessa a alguns que já até verbalizaram isso, o interesse pelas disputas fratricidas. A nós não interessa. Nós não teremos nenhuma posição contra quem quer que seja”, assegurou.

Mesmo com a tentativa de acalmar os ânimos após as declarações de Roberto Amaral, o governador fez questão de salientar, mais uma vez, que não milita do mesmo lado que o presidenciável mineiro. A estratégia dele é se opor às tentativas do PT de coloca-lo no bloco de oposição. “Tenho com o senador Aécio Neves uma relação que o Brasil conhece, de grande respeito. Desde 1984 não estamos na mesma posição política no quadro nacional, mas já tivemos em posições políticas em defesa de muitas questões importantes para o País. Fomos deputados federais juntos”, ressaltou.

Questionado sobre as especulações alimentadas na Assembleia Legislativa de Pernambuco de que sua desincompatibilização ocorreria antes do prazo final determinado pela Lei das Eleições - em abril -, Eduardo evitou se posicionar. “Quer que eu vá embora agora? Quer me mandar embora? Não, não tomei nem decisão de me desincompatibilizar”, desconversou.

No próximo dia 28, as executivas do PSB e Rede voltam a se reunir, em São Paulo, para fechar um documento público com os primeiros posicionamentos conjuntos.

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