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Petistas preparam a saída do governo Eduardo

Integrantes das duas alas da legenda no Estado se reúnem com Rui Falcão em busca de caminho para o desembarque da gestão Eduardo. Decisão deve sair neste domingo

Carolina Albuquerque
Carolina Albuquerque
Publicado em 19/10/2013 às 6:47
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Integrantes das duas alas da legenda no Estado se reúnem com Rui Falcão em busca de caminho para o desembarque da gestão Eduardo. Decisão deve sair neste domingo - FOTO: JC Imagem
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Somente um ano após a fatídica derrota do PT na Prefeitura do Recife, o Diretório Nacional foi capaz de reunir num mesmo recinto integrantes das duas alas petistas – pró-Humberto Costa/João Paulo e pró-João da Costa – que vem protagonizando embates públicos. A reunião nessa sexta-feira, em São Paulo, com o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, aconteceu num momento delicado para a consolidação do palanque de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Às vésperas da reunião do Diretório Estadual, neste domingo, a conversa serviu para aparar um pouco as arestas e apontar para um caminho de fortalecimento no Estado – a tendência é que o PT desembarque da gestão estadual socialista, demarcando uma posição, afinal, de independência.

Quinze petistas locais estiveram no encontro. O próprio Pedro Eugênio, presidente estadual do PT e aliado do senador Humberto Costa, foi mais cauteloso em “expor” o assunto tratado internamente à imprensa, algo a todo tempo criticado pelo outro bloco, da deputada estadual Teresa Leitão e do ex-prefeito João da Costa.

“Se procurou construir alguns caminhos para facilitar a reunião de domingo (amanhã). Que caminhos são esses? Que propostas são essas? Nós entendemos que não se deve divulgar antes do domingo”, disse.

Também presente, o deputado federal João Paulo (PT) pontuou que a “tendência” é que, assim como fez no início da semana a Construindo um Novo Brasil de Humberto, se entreguem os cargos hoje ocupados pelo PT no governo de Eduardo Campos – a pasta de Cultura (Fernando Duarte) e de Agricultura (na vice, com Oscar Barreto).

“Os cargos no Estado devem ser entregues já a partir dessa reunião deste  domingo. O diretório municipal o mais rápido possível. Foi ponderado que é preciso o mínimo de unidade”, disse. Os discursos endureceram contra Eduardo Campos desde que ele se aliou à oposicionista do PT, ex-senadora Marina Silva, e cooptou, segundo afirmam, lideranças petistas locais. Os reflexos já estão sendo sentidos, por exemplo, na Assembleia Legislativa, com uma posição de mais independência da bancada.

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