Rumo a 2014

Freire diz que, com Eduardo, será mais fácil derrotar o PT

Ao comentar o apoio a Eduardo, Freire afirma que críticas do socialista à economia ''são coerentes''

Gabriela López
Gabriela López
Publicado em 17/12/2013 às 6:49
Michele Souza/JC Imagem
Ao comentar o apoio a Eduardo, Freire afirma que críticas do socialista à economia ''são coerentes'' - FOTO: Michele Souza/JC Imagem
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Após apoiar o PSDB nas três últimas eleições presidenciais, a cúpula do PPS esteve nessa segunda-feira no Recife para formalizar a decisão tomada no último dia 7 de apoiar a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) ao Palácio do Planalto no próximo ano.

Em entrevista à imprensa antes do evento, o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), justificou que “é mais fácil derrotar” o governo petista ao lado do socialista do que aliando-se ao senador tucano Aécio Neves (MG), também pré-candidato do campo da oposição.

“Ele (Eduardo) traz uma dissidência ao regime e pontuou que o governo se esgotou”, disse o presidente do PPS.
Para Freire, as críticas do socialista nas questões econômicas “são mais coerentes” com as ideias do PPS do que as do tucano.

Aécio também tentou angariar o apoio dos pós-comunistas, chamando-os de “velhos aliados”, mas acabou preterido, ficando apenas com uma sinalização de aliança em um eventual segundo turno.

Em relação aos possíveis questionamentos que o governador terá de responder pelo fato de criticar um governo do qual fez parte até metade deste ano, Roberto Freire defendeu que Eduardo Campos teve a “hombridade” de não ficar em uma gestão com qual tinha discordâncias.

“Ele fez a crítica e saiu do governo. Então, demonstrou concretamente que está se afastando do que aí está. Casamento se acaba, por que relacionamento no campo da política não?”

O dirigente reconheceu que não há unanimidade interna em torno da coligação com os socialistas, o que será trabalhado, inicialmente, consolidando a aliança nacional e, em seguida, tratando das questões locais. Em pelo menos três Estados – Amazonas, Maranhão e Distrito Federal –, o PPS trabalha para lançar nomes próprios ao governo. Os três pretendentes participaram do encontro nessa segunda-feira.

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