Rumo a 2014

Com Dilma e sem pressa no plano estadual

Mesmo cauteloso, Luciano Siqueira admite que o PCdoB ficará mesmo com a reeleição da petista na disputa presidencial

Jumariana Oliveira
Jumariana Oliveira
Publicado em 21/12/2013 às 6:22
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vice-prefeito do Recife Luciano Siqueira (PCdoB) admite que seu partido pedirá mesmo votos para a presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição do próximo ano, mesmo com a possibilidade aberta da candidatura do governador Eduardo Campos (PSB), que teve participação direta na escolha do seu nome para compor a chapa majoritária do prefeito Geraldo Julio (PSB) em 2012

. O comunista reforçou nesta semana as declarações do presidente estadual do PCdoB, Alani Cardoso, que num ato do PT defendeu abertamente a reeleição de Dilma. “Não rompemos com o PT e jamais vamos romper”, afirmou.

Mesmo cauteloso, Siqueira disse que ainda não sabe o caminho que o PCdoB de Pernambuco irá tomar na eleição de 2014, mas lembrou que o partido está com o PT no plano nacional desde a eleição de 1989.

“Temos essa aliança, participamos do governo, temos interlocução permanente com Dilma, opinamos sobre os rumos do governo e acabamos de realizar um congresso no qual fizemos um balanço dos últimos dez anos, e concluímos que o País avançou muito nesse período. Defendemos com muita coerência a unidade das forças que ajudaram ou ajudam a construir esse projeto de mudança do País”, declarou. O vice-prefeito disse que o presidente do seu partido não está errado, mas destacou que ainda “há um longo caminho pela frente.”

O comunista garantiu que se tiver que defender a reeleição da presidente e Dilma, o governador Eduardo Campos irá compreender a sua posição. “Eduardo tem uma enorme consciência. Nossa relação com ele é excelente, tanto que deseja nosso apoio, mas se não puder, ele saberá conviver com nossa posição, sem atritos”, comentou.

Siqueira foi vice-prefeito do Recife nas duas gestões do ex-prefeito João Paulo (PT), mas em 2012 preferiu seguir com o socialista Geraldo Julio, em detrimento à postulação do senador Humberto Costa. Alegando que seu partido nunca rompeu com o PT, o comunista disse que no pleito municipal, a situação foi isolada. “O PT deveria ter liberado a reeleição de João da Costa, mas havia uma crise interna que lhe tirou a condição de liderar a Frente Popular, por isso marchamos com o PSB”, comentou.

Siqueira alegou que, no atual cenário, o indicativo é pela reeleição da presidente Dilma, mas destacou que no plano estadual as alianças podem seguir caminhos diferentes. Como exemplo, citou a postulação de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão. O comunista poderá ter o apoio do PSB. “Podemos pedir voto para quem apoia nossa candidatura ou podemos abrir palanques duplos”, avaliou.

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