Rumo às eleições

Cerimônia de posse de novos secretários de Pernambuco vira palanque

Discursos políticos exaltaram governo Eduardo Campos e criticaram diretamente o governo federal

Do JC Online
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Publicado em 03/01/2014 às 12:51
Foto: Clemilson Campos/JC Imagem
Discursos políticos exaltaram governo Eduardo Campos e criticaram diretamente o governo federal - FOTO: Foto: Clemilson Campos/JC Imagem
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O que era para ser uma cerimônia administrativa de posse dos novos secretários do Governo de Pernambuco se mostrou um evento praticamente de campanha de olho nas eleições deste ano. Secretários, ex-secretários e o próprio governador-presidenciável Eduardo Campos (PSB) aproveitaram o evento para exaltar a gestão socialista e criticar o governo federal.

Seis pessoas foram empossadas nesta sexta-feira (3), na sede provisória do Governo, no Centro de Convenções, em Olinda. Mudanças são resultado da reforma administrativa anunciada pelo governador em novembro, que reduziu de 28 para 23 o número de pastas.

Escalado para falar em nome dos seis secretários empossados, o ex-presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) João Bosco de Almeida, agora titular da pasta de Infraestrutura, ao longo de aproximadamente 13 minutos de fala, listou ações do governo Eduardo em diversas áreas.

No fim do discurso, após mencionar as iniciativas durante cerca de 10 minutos, o tom da fala mudou do técnico para o político. "Este será o caderno a ser apresentado ao Brasil por Eduardo, mostrando o que foi feito e como foi feito para que a maioria do povo brasileiro venha se juntar aos mais de 80% dos pernambucanos que aprovaram este novo modo de governar e fazer política", exaltou.

O novo auxiliar ainda comparou a gestão do presidenciável com o governo federal e avaliou que sua experiência como presidente da Chesf serviu para mostrar "quão carente está o governo da União destas práticas testadas aqui em Pernambuco".

Na mesma linha, Isaltino Nascimento, que deixa o governo para voltar à Assembleia Legislativa (Alepe), destacou a "transformação" vivida pelo Estado com a administração socialista, em um discurso no qual pelo menos seis vezes mencionou "vossa excelência", se referindo diretamente ao governador. "A marca do seu governo foi ouvir a população".

NOVA POLÍTICA - Já Eduardo Campos usou a aliança com o PSDB - que agora passa a integrar o governo, ocupando os cargos deixados pelo PTB por causa da candidatura do senador Armando Monteiro ao governo (Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e a presidência do Detran) - para tentar reforçar seu discurso em torno da nova política e da capacidade de unir as pessoas.

"A velha política tem medo do debate. Eu tenho falado em paz política e em aproveitar boas ideias independente de alianças. Somos os bons em torno de interesses coletivos", disse.

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