HISTÓRIA

Emoção marca vida de personagens pernambucanos nas Diretas Já

Trinta anos após o movimento que mobilizou milhões de pessoas em prol da retomada da democracia, pernambucanos narram histórias que marcaram suas vidas

Gabriela López
Gabriela López
Publicado em 26/01/2014 às 6:12
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ma palavra repete-se em todos os relatos de personagens que participaram dos atos pelas Diretas Já: emoção. A multidão ia às ruas munidas de cartazes e faixas que pediam o fim da ditadura e demonstravam a esperança de dias melhores.

“No ato da Praça da Sé, eu estava em cima do palanque pelo movimento de familiares de mortos e desaparecidos e foi uma emoção ver o Lula falando, já com a representação operária forte, muitos operários e representantes da anistia falaram”, lembra a ex-presa política Rosalina Santa Cruz Leite, de 71 anos.

 

“Foi muito importante o ato ser na Praça da Sé, porque teve a ver muito com a Catedral da Sé, com a importância da igreja, que era um espaço da efervescência política”.

As principais lideranças do movimento marcavam presença, entre eles Ulysses Guimarães (presidente do PMDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (dirigente do PT), além de nomes da classe artística, como Christiane Torloni, Alceu Valença, Fafá de Belém e Chico Buarque. Todos levados pela narração de Osmar Santos, locutor esportivo que emprestou a voz aos comícios das Diretas Já.

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Em 1984 – ano em que o movimento ganhou mais força –, o então estudante de Jornalismo Jorge Marcos da Silva, ligado a movimentos estudantis, participou de diversos atos. O mais marcante, para ele, foi o na Candelária, no Rio.

“A avenida na frente da igreja é uma visão que eu nunca mais esqueci, impressionante. Mesmo quando saí de casa para lá eu não achei que ia ter tanta gente. Você sentia que todo mundo estava unido em torno de um objetivo”, lembra. Na época, aos 26 anos, ele nunca tinha votado para presidente.

Apresentada após o senador Teotônio Vilela (AL) ter defendido em entrevista ao programa Canal Livre (TV Bandeirantes) a realização de eleições diretas, a “emenda Dante de Oliveira” foi derrotada no dia 25 de abril de 1984 por 22 votos. A primeira eleição direta para presidente após a ditadura só ocorreu em 1989, quando Collor derrotou Lula.

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