RUMO ÀS ELEIÇÕES

Bezerra Coelho adverte perfil de candidato e descarta disputa ao Senado

Ex-ministro defende um nome político como candidato da Frente Popular e põe por terra a possibilidade de disputar um mandado ao Senado

Beatriz Albuquerque
Beatriz Albuquerque
Publicado em 29/01/2014 às 6:00
Clemilson Campos/JC Imagem
Ex-ministro defende um nome político como candidato da Frente Popular e põe por terra a possibilidade de disputar um mandado ao Senado - FOTO: Clemilson Campos/JC Imagem
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O ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) reforçou, ontem, em entrevista à Rádio JC News, a indicação de um nome com perfil político para a sucessão estadual, pela Frente Popular, aliança liderada pelo governador Eduardo Campos (PSB). Ele descartou a possibilidade de ocupar a vaga para o Senado, defendendo que o PSB deve ficar apenas com a cabeça da chapa, que seria “ampla, plural”. Bezerra advertiu que não se pode subestimar os adversários nas eleições estaduais.

Na avaliação do ex-ministro da Integração Nacional, a possível presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no palanque da oposição, em Pernambuco, é mais um fator que “recomenda” o perfil político para o candidato ao governo do Estado. “Nós temos que reconhecer que Lula tem muito prestígio e é muito querido aqui em Pernambuco (...) por isso que a gente tem que fazer direito o nosso dever de casa.”

Bezerra e o atual vice-governador, João Lyra Neto, são as opções políticas que o PSB tem para a disputa majoritária, enquanto os secretários Tadeu Alencar (Casa Civil) e Paulo Câmara (Fazenda) são os nomes técnicos. Bezerra Coelho atuou como ministro da presidente Dilma Rousseff (PT) nos últimos três anos, mas não considera que por isso esteja descredenciado para assumir uma gestão de continuidade.

“Eu fui secretário (de Estado) e João Lyra também fez um trabalho importante na atração de investimentos”, lembrou o socialista.

ADVERTÊNCIA - Bezerra Coelho insistiu que não se deve subestimar a oposição e que, por isso mesmo, a chapa da Frente Popular deve ser a mais “plural” possível, repetindo a estratégia de 2010, quando o governador Eduardo Campos(PSB) foi candidato à reeleição tendo um pedetista (João Lyra, hoje no PSB) na vice e Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT) como candidatos ao Senado. Hoje, PTB e PT estão na oposição estadual discutindo uma chapa unificada, assim como o governador está afastado da presidente Dilma Rousseff (PT).

Nessa costura, sugere compor a chapa com outros partidos, tendo o PMDB, PSDB e até o PP do deputado federal Eduardo da Fonte como opções para a vaga de vice e do Senado. Em relação ao Senado, considerou ainda que o nome do senador Jarbas Vasconcelos é o “natural” para representar o PMDB na chapa, como candidato à reeleição. “É o peso da lógica no processo da política. Ao PMDB (nacional) interessa mais permanecer como a maior bancada (no Senado), mesmo Jarbas sendo um dissidente (da nacional)”, disse.

Bezerra Coelho também fez inúmeros elogios à “determinação e coragem” do governador Eduardo Campos de se colocar na disputa nacional, certo de que é possível “muito mais” na gestão federal. Em seu entendimento, o candidato a governador deve ser escolhido até o final de fevereiro, para que Campos – que disputará a Presidência da República após deixar a gestão, em abril – tenha tempo de andar pelo Estado com o seu candidato. Ele garantiu que todos da Frente vivem um clima de “muita compreensão” com o processo de escolha do majoritário.

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