Eleições

Humberto afirma que ataques do PSB não ficarão sem resposta

Senador garante que o partido está preparadao para contradizer e desacreditar os ataques recebidos, revelando números e investimentos no Estado

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 08/02/2014 às 5:16
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Senador garante que o partido está preparadao para contradizer e desacreditar os ataques recebidos, revelando números e investimentos no Estado - FOTO: JC Imagem
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O PT não vai deixar sem resposta as críticas que sofrer dos ex-aliados PSB e Eduardo Campos durante a campanha presidencial deste ano. O partido está decidido a contradizer e desacreditar os ataques recebidos, revelando números, investimentos, o que está sendo feito em obras e o que se pretende fazer.

A campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff pretende demonstrar que “grande parte” das propostas da aliança Eduardo/Marina Silva (Rede Sustentabilidade) já estaria em execução. A posição do PT foi revelada, nessa sexta-feira, em coletiva, em um hotel do Recife, pelo senador Humberto Costa, recém-reconduzido à liderança do partido no Senado.

Com a estratégia, os petistas pretendem retirar a credibilidade dos críticos. “As críticas não vão ficar sem respostas. Queremos uma campanha propositiva, mas, se atacados, vamos mostrar o que foi feito e o que pretendemos fazer”, disse Humberto.

De forma direta, o petista afirmou que Dilma e o PT não cometeram “nenhum erro” para que os socialistas rompessem a aliança, destacou que Eduardo era sempre consultado nas decisões, elencou as obras e revelou que “o tratamento” diferenciado dos governos Lula e Dilma dado a Pernambuco chegou a gerar “ciúmes” de outros Estados.

Declarou ainda que o PSB não tem argumentos para justificar o rompimento. “Quem rompeu com Lula, Dilma e o governo foi Eduardo. O PT não cometeu nenhum erro. Os pretextos só são pretextos, criados só para ficar contra. No lançamento das diretrizes do programa PSB/Rede (04/02), cometeram uma grande injustiça. Muitas críticas, mas não disseram o que teriam feito de diferente. No discurso da nova política, é só olhar para Pernambuco que isso não tem sentido. Aliança nacional do PT com PMDB, PP, PR, é conchavo, mas se é o PSB se alia a PSDB, PMDB (do senador Jarbas Vasconcelos), PP e PR é nova política? É a mais velha forma de fazer política”, provocou Humberto.

Em tom de indignação, Humberto Costa acusou os socialistas de terem formado, em Pernambuco, uma “aliança anti-PT, anti Lula e anti-Dilma”, a qual estariam procurando negar ao diferenciar o ex-presidente Lula da presidente Dilma. Numa nova referência ao ato do PSB, em Brasília, Humberto apontou os termos utilizados por Eduardo Campos para atingir o governo petista como uma prova da busca de pretextos.

“Não existe isso de ser anti-Dilma e pró-Lula. São contra Lula, Dilma e o governo. Assuma esse discurso. O pacto político mofou de setembro (2013, mês da ruptura) para cá? Na hora de receber dinheiro para a Fiat, a refinaria, adutoras, estradas, não é mofo. Na hora de ser candidato, o governo é mofo?”, ironizou.

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