Eleições

Humberto: definição do PT só em março

Senador afirma que decisão se o PT terá candidato próprio ou apoia Armando independe da decisão de Eduardo Campos

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 08/02/2014 às 5:18
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Senador afirma que decisão se o PT terá candidato próprio ou apoia Armando independe da decisão de Eduardo Campos - FOTO: JC Imagem
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Escolhido pela unanimidade dos 13 senadores para a liderança do PT, Humberto Costa revelou que o diretório estadual vai definir, em março, se o partido terá candidatura própria ao governo do Estado ou se apoiará o senador Armando Monteiro (PTB). O petebista tem a preferência de Lula e de Dilma.

Humberto disse que a decisão independe da definição ou não do candidato e da chapa do governador Eduardo Campos (PSB). Humberto reeconheceu que parte do PT quer a coligação com Armando e parte defende a candidatura petista, por acreditar que aumentam as chances de um segundo turno.

“O PT considera Armando reuniu credenciais como respeito nacional, lealdade no Senado e tem condições para fazer um bom governo. Uma chapa com Armando para governo e João Paulo (PT, deputado federal) para o Senado, iria tremer as relações políticas no Estado”, avaliou.

Humberto admitiu que um dos motivos a escolha do seu nome para a liderança do PT no Senado, cargo que ocupou em 2011, tem a ver com a disputar que se dará em Pernambuco com o PSB e o governador Eduardo Campos. Como líder no Senado, o petista passou a integrar a Executiva nacional será um dos condutores da campanha à reeleição de Dilma.

O senador revelou que a Executiva vai decidir, em breve, a questão dos petistas infiéis, que ainda estão nos governos do Estado e do Recife, entre eles o presidente do diretório da Capital, Oscar Barreto. “Não é mais um problema político. É um problema disciplinar. Há uma decisão da Executiva (para sair). Não vai ficar ninguém (dentro do partido) contra Lula, Dilma e o governo. A nacional vai aplicar a decisão”, adiantou.

Humberto disse não acreditar que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) – que tem pretensões de disputar o Senado e apoiou o próprio Humberto na disputa da Prefeitura do Recife, em 2012 – aceita participar da chapa governista, caso convidado. “Ele já deu demonstrações de lealdade. Na eleição do Recife, enfrentou pressões e deu provas de coerência e lealdade política. O PP apoia a presidente Dilma, como vai ser contra aqui em Pernambuco? Vamos lutar para que ele fique do nosso lado”, respondeu.

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