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Visita de Dilma a Pernambuco é carregada de simbolismo político

Presidente faz sua primeira passagem ao Estado sob o comando de João Lyra Neto no mesmo dia em que Eduardo Campos lança pré-candidatura à Presidência

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 14/04/2014 às 6:09
Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
Presidente faz sua primeira passagem ao Estado sob o comando de João Lyra Neto no mesmo dia em que Eduardo Campos lança pré-candidatura à Presidência - FOTO: Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
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Com a expectativa de aliados e oposicionistas, a presidente Dilma Rousseff desembarca, hoje, às 9h, na Base Aérea do Recife, na primeira visita oficial após a saída do ex-aliado Eduardo Campos (PSB) do governo, para duas atividades com caráter oficial, mas cercadas indiretamente de simbolismo político: reforço no vínculo com a chapa Armando Monteiro Neto (PTB, governo estadual) e João Paulo (PT, Senado) e exposição do distanciamento declarado pelo ex-governador socialista. A presidente vem lançar ao mar o petroleiro Dragão do Mar, o terceiro de uma encomenda de 16 navios da Transpetro, subsidiária da Petrobras, ao Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, às 10h30, e inaugurar às 15h, a primeira etapa da Adutora do Pajeú, em Serra Talhada. 

No mesmo ato, assina a ordem de serviço para o início da segunda etapa da adutora. A agenda no Sertão acontece no mesmo horário em que, em Brasília, o PSB lança as pré-candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva (PSB/Rede) a presidente e vice da República, respectivamente. A coincidência dos horários inviabilizou a ida do governador João Lyra Neto (PSB), que cancelou a ida ao evento socialista, para o qual já tinha comprado as passagens em avião de carreira. Lyra, que tem repetido o seu comprometimento com o projeto nacional de Eduardo e a chapa da frente governista, Paulo Câmara e Fernando Bezerra Coelho (PSB), segue às 8h para a Base Aérea. 

Como chefe do governo estadual, junta-se a Armando Monteiro, João Paulo e o líder do PT no Senado, Humberto Costa, escalados pela frente de oposição estadual, para a recepção à chefe de Estado, Dilma Rousseff. A assessoria do Palácio das Princesas voltou a confirmar, ontem, que João Lyra acompanhará a presidente Dilma nos encontros oficiais em Suape e em Serra Talhada.

Da Base Aérea para o ato no estaleiro e de lá para Serra Talhada, Lyra voará no helicóptero da PMPE. Isso se a presidente Dilma não o convidar para ir no mesmo voo.

A dúvida da agenda entre os chefes de governo João Lyra e Dilma Rousseff, que terá o antecessor e aliado de Lyra, Eduardo Campos, como um dos concorrentes à Presidência da República, inclui um almoço entre ambos. O Palácio das Princesas revelou que o convite tem de partir da presidente. Por outro lado, antes de seguir para a Base Aérea, a pré-chapa oposicionista Armando-João Paulo recebe, às 8h30, o apoio formal da Força Sindical.

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