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Bloco no desafio de chegar a consensos

Maior obstáculo inicial é buscar convergências de ideias e atuação

Carolina Albuquerque
Carolina Albuquerque
Publicado em 11/10/2014 às 21:42
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Declarar-se oposicionista e formar de fato um bloco não é tão simples assim. A negociação para encontrar pontos de convergência passa também por questões regimentais, como a distribuição de funções. Uma bancada de oposição (e também a governista) prevê a constituição de um líder oposicionista e dois vice-líderes, cargos geralmente cobiçados por qualquer parlamentar.

Com tantos partidos distintos, a nova oposição vai ter o desafio de chegar a um consenso sobre quem ocupará o quê. O líder oposicionista (assim como os líderes de partidos e do governo) tem o privilégio de contar com uma verba extra de gabinete, um gabinete a mais e uma carro à disposição. Esse diferencial financeiro dedicado ao líder representa 10% da verba recebida por cada parlamentar, o que faz aumentar o número de contratações. Cada gabinete chega a ter, em média, 34 comissionados. Regimentalmente, o líder ainda conta com certas vantagens, a exemplo do "tempo de liderança", espaço garantido em todas as sessões legislativas.

Finda a eleição, os deputados eleitos para a próxima legislatura também já começam a se movimentar na busca por ocupar funções importantes, como composição da Mesa Diretora e presidência das comissões. Maioria, a bancada governista sempre leva os postos-chaves, como Presidência e a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ). Para ocupar essas funções, a negociação passa principalmente pelo crivo do governador eleito. As demais são disputadas entre oposicionistas, em desvantagem, e governistas.

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