Oposição estadual

Oposição cria programa para fiscalizar ações do governo em todas as regiões

Ferramenta é o antônimo do programa Todos por Pernambuco, que escuta demandas da população. A oposição que escutar queixas e visitar obras

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 10/04/2015 às 6:50
Bancada da oposição/divulgação
Ferramenta é o antônimo do programa Todos por Pernambuco, que escuta demandas da população. A oposição que escutar queixas e visitar obras - FOTO: Bancada da oposição/divulgação
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Em gesto político para marcar os 100 dias da gestão Paulo Câmara (PSB), a bancada de oposição na Assembleia Legislativa anunciou, nesta quinta-feira (9), a instituição da ferramenta de fiscalização do Executivo denominada Pernambuco de Verdade – uma analogia inspirada no programa Todos por Pernambuco –, que pretende realizar reuniões por todas as regiões do Estado para a escuta de queixas da população e conferir o estágio e prazos de execução de ações e obras do governo estadual.

A nova ferramenta de acompanhamento da administração começa a funcionar em maio, dentro de uma agenda de encontros a ser definida, e foi anunciada em coletiva de oito dos 13 deputados sobre um balanço dos primeiros meses da atual gestão, apontada com a continuidade das gestões do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Entre os problemas identificados, segundo a oposição, estão a queda da capacidade de investimentos públicos, descontrole dos gastos com a máquina, endividamento, restos a pagar de R$ 328 milhões e aumento do déficit orçamentário.

A oposição acusa ainda como “problemas” o aumento dos homicídios, a crise no sistema prisional, impasse nas PPPs da Arena e de Itaquitinga, obras de mobilidade inacabadas e falta de transparência nos gastos com UPAs e hospitais geridas por Organizações Sociais (OSs).

“O Pernambuco de Verdade quer ser o contraditório do Todos por Pernambuco. Temos um governo paralisado. Não tem o que mostrar”, ressaltou o líder Sílvio Costa Filho (PTB). “Em Pernambuco se mata mais jovens negros que nos demais Estados. É um genocídio”, denunciou o bispo Ossésio (PRB).

Em defesa do governo, o líder Waldemar Borges (PSB) rebateu as críticas e atribuiu ao governo Dilma as dificuldades atuais. “O que há de relevante nestes 100 dias, no País, é o abismo no qual o governo federal está lançando a economia, com recessão e inflação. Se Pernambuco se diferencia dos demais Estados é porque teve capacidade de gestão para atravessar esse desmonte econômico nacional”, contestou Borges.

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