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Elias Gomes pretende tornar obrigatória a taxa vinculada ao Fundo Municipal de Segurança

Nesse ano, por meio dos boletos de contribuição voluntária, o município só conseguiu arrecadar R$ 13 mil

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 22/05/2015 às 20:00
JC Imagem
Nesse ano, por meio dos boletos de contribuição voluntária, o município só conseguiu arrecadar R$ 13 mil - FOTO: JC Imagem
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O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), informou que pretende tornar obrigatória a taxa vinculada ao Fundo Municipal de Segurança, a fim de reforçar as ações da prefeitura no combate à violência. Nesse ano, por meio dos boletos de contribuição voluntária, o município só conseguiu arrecadar R$ 13 mil, por isso o prefeito tem a intenção de instituir essa cobrança por meio de lei, já que, segundo o tucano, os repasses da União e do Estado para políticas de seguranças têm sido insuficientes.

Elias Gomes deu as declarações em entrevista à Rádio Jornal, na tarde de ontem, onde ele teve oportunidade de fazer um balanço do seus dois mandatos. Na ocasião, o gestor abordou a situação financeira da prefeitura, a questão do saneamento, da iluminação pública, da pavimentação, segurança e temas políticos ligados às eleições de 2016.

Questionado sobre a instituição do Fundo Municipal de Segurança e da taxa voluntária, o prefeito justificou como uma saída para a insuficiência de recursos e para as cobranças da população. Ele também assumiu que cobrou ao governador Paulo Câmara (PSB) mais atenção na gestão da segurança em Jaboatão. “Ocorre que nós, do município, recebemos a mínima parte desse bolo, mas estamos na ponta, lidando com as demandas da população. Percebi que Recife, Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina tinham câmeras de monitoramento e Jaboatão não. Reivindiquei ao governador e ao secretário de defesa social”, declarou. 

Segundo o tucano, as reivindicações ao governo estadual resultaram na futura instalação de um segundo batalhão da Polícia Militar na cidade. “Mesmo assim, procurei a população para captar uma contribuição anual no valor de R$ 10, que eu chamei de voluntária, para que a partir dessa cobrança, menos de um real por mês, nós pudéssemos estartar esse processo”, explica o prefeito. 

Como a adesão foi pouca, o prefeito deverá tornar a taxa obrigatória, com valor irrisório, visando a instalação de um sistema de monitoramento, que também contará com o investimento do setor privado e aporte de recursos do Ministério da Justiça.

2016 - Hoje o diretório municipal do PSDB realiza a convenção municipal que elegerá a executiva a comandar o processo sucessório de 2016. Segundo Elias Gomes, o PSDB de Jaboatão e do Cabo de Santo Agostinho já destinaram um terço das vagas do partido para integrantes do PPS insatisfeitos com a fusão com o PSB. Indagado sobre a questão de 2016, o prefeito preferiu não se aprofundar no tema, se resumindo a dizer que quer fazer a sucessão municipal com o apoio do governador Paulo Câmara.


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