Legislativo

No retorno à Câmara, vereadores de Caruaru declaram inocência

Cinco políticos reassumiram os mandatos após dez meses afastados para investigação

Do JC Online
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Publicado em 17/12/2015 às 21:50
Foto: Wagner Gil/Divulgação
Cinco políticos reassumiram os mandatos após dez meses afastados para investigação - FOTO: Foto: Wagner Gil/Divulgação
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A sessão da Câmara dos Vereadores de Caruaru na noite desta quinta-feira (17) contou com a presença dos cinco vereadores afastados em fevereiro, por ordem judicial. Eles estavam sendo investigados na Operação Ponto Final, deflagrada pela Polícia Civil, e cumpriam medida cautelar. Nos discursos, os políticos declararam inocência e passaram a integrar a bancada de oposição na Casa.

Antes do início da sessão, os cinco vereadores reempossados se reuniram com mais dois membros da bancada de oposição, incluindo o líder Gilberto de Dora (PSB), que é correligionário do vice-prefeito de Caruaru, Jorge Gomes. No encontro, eles alinharam o discurso e passaram a compor a ala oposicionista.

O vereador Jajá (PMN) subiu à tribuna e alegou que não tinha envolvimento no caso investigado. Segundo ele, houve armação para acabar com a oposição na Casa Legislativa. Na mesma linha, Cecílio Pedro (PTB) afirma que "pagou por ato que não cometeu" e acrescenta que deixará o partido em breve. "O PTB foi injusto comigo e não fez nada a meu favor", afirmou.

Outro vereador envolvido no caso, Sivaldo Oliveira (PP) afirmou que não deixou de atuar pela população no período em que estava afastado das funções legislativas. "Agora temos uma oportunidade ainda maior de voltar a trabalhar pela cidade de Caruaru. É um direito nosso adquirido nas urnas", comentou. 

Atendendo decisão judicial, o presidente da Casa, Leonardo Chaves, reempossou nessa quarta (16) os vereadores Cecílio Pedro (PTB), Louro do Juá (SD), Eduardo Cantarelli (SD), Sivaldo Oliveira (PP) e Jajá (PMN).

RELEMBRE A OPERAÇÃO

Em fevereiro, dez vereadores foram afastados sob a acusação de organização criminosa, concussão e corrupção passiva. Eles teriam exigido dinheiro do prefeito José Queiroz (PDT) para aprovar um empréstimo no valor de R$ 250 milhões para implantação do sistema de BRT.

Os outros parlamentares envolvidos já estavam afastados do cargo, desde janeiro, por causa da Operação Ponto Final 2: Val de Cachoeira Seca (DEM), Evandro Silva (PMDB), Neto (PMN), Val das Rendeiras (PROS) e Pastor Jadiel (PROS).

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