ELEIÇÕES 2016

Na Câmara do Recife, candidatos socialistas temem super chapa da sigla

Vereadores temem ser engolidos pela concorrência no PSB

Edson Mota e Paulo Veras
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Edson Mota e Paulo Veras
Publicado em 10/04/2016 às 10:15
Foto: JC Imagem
Vereadores temem ser engolidos pela concorrência no PSB - FOTO: Foto: JC Imagem
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Há seis meses do pleito municipal, um "fantasma" assombra os candidatos governistas à Câmara do Recife: o chapão do PSB, sigla do prefeito Geraldo Julio e que conta com quase um terço do número de vereadores. Um peso que pode significar a derrota de muitos correligionários e aliados que aderirem ao chapão.

Dos 39 vereadores da Câmara, 11 são socialistas. Líder do partido na Casa de José Mariano, Amaro Cipriano, o Maguari, lamentou o alto número de vereadores na sigla. "O jeito é fazer um bom planejamento de campanha para saber se o vereador em questão terá condições de se candidatar. O chapão em si está muito difícil. É na base do ?se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come?", relata. Maguari afirma ainda que o chapão proporciona desigualdade dentro do próprio partido. "Um grupo que conta com empresários e vereadores com alto poder aquisitivo não consegue dar margem para os vereadores de periferia", critica.

Já para o vereador Rodrigo Vidal (ex-PDT), recém-saído da Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais, o chapão não pode ser justificativa para uma eventual derrota nas urnas. "O povo reconhece quem trabalha. Fiquei três anos e três meses na secretaria, apresentando campanhas que deram certo e estou confiante que o recifense reconheça o esforço. Como estou chegando agora no PSB, ainda é cedo para qualquer avaliação, mas, da minha parte, estou seguro na reeleição".

O também socialista Carlos Gueiros (ex-PTB) faz coro à opinião de Vidal. "O PSB é um partido sério. Não entrei na legenda do nada. Ainda teremos as convenções partidárias e muitas águas vão rolar. Tenho a absoluta certeza que faremos coligações com outros partidos".

O presidente do PSB-PE, Sileno Guedes, segue confiante na renovação dos mandatos de boa parte dos vereadores aliados. "São vereadores que têm bom desempenho eleitoral. Além disso, é a chapa que leva o 40, ou seja, vai ter o número do prefeito. O nosso desejo é que boa parte dos nossos vereadores consiga a reeleição", diz.

Mas para o analista político Maurício Romão, o chapão do PSB pode significar uma ruptura em qualquer probabilidade de aliança. "O fato de o PSB ter quase um terço dos vereadores é uma coisa forte. Deve ser um indicativo que eles já estão conscientes que não precisam mais se aliar a alguém para conseguir mais votos", conta.

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