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Paulo Câmara: "Saída de Cunha vem em boa hora"

Governador afirmou que afastamento do parlamentar pode contribuir para a agenda política do Brasil

Mariana Araújo
Mariana Araújo
Publicado em 05/05/2016 às 13:08
Foto: JC Imagem
Governador afirmou que afastamento do parlamentar pode contribuir para a agenda política do Brasil - FOTO: Foto: JC Imagem
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O governador Paulo Câmara (PSB) comentou, na manhã desta quinta-feira (05), a suspensão do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados. O socialista já havia afirmado anteriormente que era favorável ao afastamento do parlamentar até antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 

"Todos nós tínhamos uma visão crítica da forma como o Eduardo Cunha vinha conduzindo os trabalhos na Câmara e sua legitimidade de ser presidente. Acho que essa decisão que o STF tomou, ainda que em caráter liminar, ela vem em boa hora, porque todos nós estávamos na expectativa disso. Isso pode contribuir também para o debate político. Diante dessa crise política que nós estamos enfrentando, é uma decisão importante para que o Brasil possa andar um pouco mais rápido", afirmou o governador, após solenidade de assinatura de proposta de legislação específica  para a regulamentação do mercado de gás natural canalizado. 

Paulo Câmara também voltou a defender o nome de Jarbas Vasconcelos (PMDB) para a presidência da Câmara. O parlamentar é um dos principais aliados de Michel Temer (PMDB) atualmente e tem o nome cotado para o cargo. "O deputado Jarbas com certeza é um nome gabaritadíssimo, que tem todos os pré-requisitos e condições de pleitear esse cargo. É um assunto interno da Câmara dos Deputados, mas o que gente puder ajudar, caso haja a viabilização do nome de Jarbas, nós vamos assim. Nós entendemos que é bom para o Brasil", comentou. 

Sobre a possível participação do deputado federal Fernando Bezerra Filho (PSB) no ministério de Michel Temer, Paulo Câmara voltou a afirmar que, pessoalmente, é contrário à participação do PSB no primeiro escalão e que defende que o apoio seja feito no Congresso. No entanto, o assunto será discutido na próxima terça-feira (10), em reunião da Exceutiva da legenda. 

"Se eu entedesse que o partido deveria indicar nomes para os ministérios, com certeza que o nome de Fernando Filho tem todos os requisitos. Mas minha opinião pessoal, como governador e como vice-presidente nacional, é que o partido não deve aceitar cargos no governo Temer e deve ajudar com apoio parlamentar naquilo que entendemos que seja importante para o Brasil voltar a crescer e a gerar empregos", afirmou. 

Sobre a visita que a presidente Dilma Rousseff (PT) fará nesta sexta (06) a Cabrobó, no Sertão, o governador afirmou que, até a manhã desta quinta (05), não havia recebido a confirmação da agenda presidencial. "Tenho interesse de receber a presidente em nosso Estado. Tenho muito respeito por ela e preciso só ver as condições de eu estar presente ou não e a logística disso", disse. Paulo Câmara está com uma agenda prévia em Brasília, com o PSB.

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