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Críticas a Geraldo Julio na primeira sessão da Câmara do Recife

Vereadores de oposição citaram a postura do prefeito na sessão solene de abertura dos trabalhos

Mariana Araújo
Mariana Araújo
Publicado em 06/02/2017 às 19:28
Foto: Assessoria da Câmara Municipal
Vereadores de oposição citaram a postura do prefeito na sessão solene de abertura dos trabalhos - FOTO: Foto: Assessoria da Câmara Municipal
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A primeira sessão deliberativa na Câmara dos Vereadores do Recife, nesta segunda-feira (6), foi marcada pela cobrança de vereadores de oposição ao prefeito Geraldo Julio (PSB) sobre sua postura na sessão solene de abertura do ano legislativo, ocorrida na última quarta-feira (1º)

O primeiro a falar, Ivan Moraes (PSOL), ainda no pequeno expediente, criticou o fato de o prefeito do Recife não ter assistido às falas das lideranças de bancadas de oposição e de governo, só chegando no final da solenidade. "Ele chegou depois das lideranças falarem. Não ouviu a oposição e nem a sua líder", disse.

Moraes também criticou o discurso feito pelo gestor municipal, que, na sua opinião, foi um ato de campanha eleitoral e não um balanço do ano anterior. "Ele deveria prestar conta do que foi feito no ano de 2016. O que foi feito na reunião solene não foi uma prestação de contas, mas um discurso de campanha. Ele deveria ter dado conta do que foi feito e do que não foi feito naquele ano", acrescentou. 

A líder do governo, Aline Mariano (PMDB), rebateu a fala de Moraes, explicando que o balanço do ano é entregue no mês de março aos vereadores. "O balanço de gestão é entregue a todos os gabinetes e Vossa Excelência poderá conferir em março. O discurso do Prefeito Geraldo Julio nesta Casa foi feito de forma respeitosa. O motivo da ocasião legislativa foi remeter uma mensagem, fazer uma análise da conjuntura", declarou. 

Outro vereador que também criticou a postura do prefeito foi André Régis (PSDB). O tucano também abordou o discurso do prefeito, afirmando que faltou "uma falta de olhar para o futuro" e criticou o aumento do IPTU e a criação da Taxa de Limpeza e Destinação de Resíuduos Sólidos (TLDRS). "Isso significa mexer no bolso do contribuinte. Mexe com o comércio, com a produção e no desemprego que só aumenta. Já estamos com mais de 12 milhões de desempregados, na maior crise que o país já viveu", afirmou. 

"O CABRA"

Um ponto de tensão na sessão desta segunda (6) foi quando, na sua fala no pequeno expediente, ao criticar Geraldo Julio, Ivan Moraes referiu-se a ele como "cabra". "Fiquei muito decepcionado com a falta de respeito do prefeito Geraldo Julio com essa Casa. Numa sessão solene, importante como essa, em que ele deveria vir pra prestar contas do ano anterior, o 'caba' chegou depois de as lideranças falarem", disse. 

O termo foi criticado por Aline Mariano. "Sei que vossa excelência é um vereador respeitoso e delicado. Me chocou um pouco o primeiro discurso. Eu tinha certeza que vossa excelência corrigiria quando se referiu ao prefeito como 'o cabra'. Sei que foi a emoção que o traiu, porque a gente não pode ter um tratamento desta natureza à maior autoridade do município", rebateu. 

Ivan, em seguida, pediu desculpas. "Peço perdão pela questão ter chamado de 'o cabra', mas sou nordestino, sou de Pernambuco. Refiro-me a mim mesmo dessa forma, refiro-me a grandes autoridades mundiais dessa forma. Observando a liturgia da Casa, vou procurar me policiar para que esse tipo de mal entendido não se repita", explicou. 

Ao final da sessão, o 1º vice-presidente, Carlos Gueiros (PSB), que presidiu parte da sessão, afirmou que iria pedir para retirar o termo da ata da sessão, mas como Moraes desculpou-se, ele não viu necessidade. 

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