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Associação de PMs mantém pressão sobre governo do Estado

Policiais irão assistir sessão na Alepe que votará reajuste proposto pelo governo

Da editoria de Política
Da editoria de Política
Publicado em 14/02/2017 às 12:57
Foto: Marcela Balbino/Especial para o JC
Policiais irão assistir sessão na Alepe que votará reajuste proposto pelo governo - FOTO: Foto: Marcela Balbino/Especial para o JC
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A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar irá manter a pressão sobre o governo do Estado para tentar barrar a votação do reajuste proposto pelo governo. O objetivo era reunir a imprensa para falar sobre o reajuste proposto pelo governo. A votação ocorrerá na tarde desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa. Policiais irão até o local assistir à sessão. 

Pela manhã, em reunião, a categoria decidiu intensificar a Operação Padrão e descartou, por enquanto, uma greve. "A Operação Padrão, que é dentro da legalidade, que tem demonstrado como está a segurança pública em Pernambuco, será intensificada. A categoria, ao final, é quem delibera. Em nenhum momento a Associação de Cabos e Soldados e a categoria está propondo algo que esteja no campo da ilelidade, como greve", disse Alberisson Carlos, presidente da ACS. 

Mesmo afirmando que "greve não está no caminho", Albérisson insinuou que a categoria, poderá parar. Caso o governo insista na proposta de reajuste já aprovada nas principais comissões da Alepe. "Greve não é uma palavra que passa pelo nosso caminho. Agora, querer fugir dessa realidade, estaríamos aqui mentindo. Quem está querendo que a gente decrete uma greve são aquelas atitudes do Estado, irritando a tropa, acima de tudo querendo que a tropa saia de uma operação que está dentro da legalidade para ele dizer à população que eles nós somos irresponsáveis. Quando, na verdade, a irresponsabilidade de tudo que está acontecendo não é dos policiais e bombeiros militares", disse.

"Vamos mostrar para toda a população e para os deputados que, se esse projeto como eles querem fazer for empuraddo goela abaixo, vai gerar mais ainda no Estado de Pernambuco é um acréscimo nos números da violência. Um policial desestimulado, um policial não-valorizado, é um policial que não terá um interesse de buscar combater a violência", acrescentou. 

INTERIOR

A situação sobre o interior do Estado também foi debatida na reunião. "O interior está vivendo um aumento de violência, é só ver os assaltos que tem a bancos com dinamites, fuzis e uma grande capacidade fogo, em número exorbitante, enquanto nas cidades de Pernambuco, o que se tem em sua maioria são dois policiais para ficarem fazendo o policiamento, que não dá conta da população que, em média é de 20 mil pessoas", pontuou.

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