Ação judicial

Liminar proíbe que familiares e mulheres de PMs façam bloqueio na frente dos quartéis durante o Carnaval

A solicitação aconteceu às vésperas de uma possível articulação para impedir a segurança no Galo da Madrugada

Franco Benites
Franco Benites
Publicado em 23/02/2017 às 20:22
Sílvia de Oliveira/TV Jornal
FOTO: Sílvia de Oliveira/TV Jornal
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As atenções de todo o mundo estarão voltadas para o Carnaval de Pernambuco, que começa oficialmente nesta sexta-feira (24) e tem um dos seus principais momentos com o Galo da Madrugada no sábado (25). Ciente de que pode ter sua imagem bastante arranhada caso haja um crescimento da violência nos dias de festa, o governador Paulo Câmara (PSB) iniciou um movimento para garantir o máximo possível de efetivo nas ruas. 

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para que o Judiciário conceda uma liminar e, assim, determine que “esposas e parentes de líderes das associações de classe da PM e qualquer outra pessoa se abstenham de obstruir a saída e a movimentação de militares ou viaturas militares das unidades onde servem ou de locais onde se encontrem, sob pena de multa individual diária de R$ 10 mil”.

A solicitação ocorreu após integrantes do governo ficarem sabendo que algumas esposas de militares estariam se articulando para impedir e saída de viaturas dos quartéis no dia do Galo da Madrugada, quando uma multidão invade as ruas centrais do Recife. O pedido foi acolhido pelo desembargador José Fernandes de Lemos e a decisão favorável ao governo foi anunciada na noite de ontem. 

De acordo com a assessoria de comunicação de Paulo Câmara, o pedido foi feito “para evitar qualquer tentativa de que se repita em Pernambuco movimento similar ao ocorrido no Espírito Santo. A decisão é endereçada a Verônica Maria Souza da Silva, Jane Rodrigues da Silva Costa, Welline Gusmão Silva Barros, Natacha Xênia Nascimento da Silva, Pamela Porto e a ‘terceiros incertos e não sabidos’”.

Ainda segundo o governo, na petição à Justiça, foram anexados “vídeos e textos extraídos das redes sociais contendo ameaças à ordem pública”. O desembargador determinou a intimação das rés, bem como de “quaisquer outros que se encontrem ou venham a se encontrar em local público perpetrando conduta proibida por força da presente tutela de urgência concedida”.

Protesto parou o trânsito

Esposas, demais familiares e amigos de policiais e bombeiros militares fizeram uma caminhada na última quarta-feira no centro do Recife. O ato foi permeado por críticas a Paulo Câmara e também ao secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia.

André Nery/JC Imagem
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