ALEPE

Governo e oposição divergem sobre situação fiscal de Pernambuco

Estudo da Firjan sobre situação fiscal dos estados opõe governo e oposição na Alepe

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 10/04/2017 às 21:41
Foto: Roberto Soares/Alepe
Estudo da Firjan sobre situação fiscal dos estados opõe governo e oposição na Alepe - Foto: Roberto Soares/Alepe
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Um estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) levou a um embate entre governo e oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sobre a real situação fiscal do Estado. De posse dos números, o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), afirmou que Pernambuco tem a sexta pior situação fiscal do País; atrás apenas de estados com histórico de desequilíbrio como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

De acordo com Silvio, Pernambuco compromete 65,8% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a despesa com pessoal. As despesas com aposentados e pensionistas corresponderiam a 30,6% da receita líquida. Enquanto isso, em 2016, Pernambuco teria investido apenas 5,6% da RCL; abaixo de outros estados do Nordeste.

"É um dado preocupante porque quanto maior o comprometimento com pessoal, cada vez mais baixa a capacidade de investimento e a dependência de operações de crédito", afirmou Silvio. "Fala-se que este é o melhor para Pernambuco neste momento. Eu não consigo perceber isso nas ruas", disparou.

PREVIDÊNCIA

Vice-líder do governo, o deputado Rodrigo Novaes (PSD) fez questão de perguntar a Silvio, então, qual a proposta dele para um eventual reforma da previdência estadual e o que ele cortaria de benefício, se vê gasto no setor.

"O governo precisa recuperar receita e enxugar a máquina. Eu começaria cortando as assessorias do governador e do vice e o gasto com comissionados", respondeu o oposicionista, evitando regras mais duras para a previdência dos servidores.

'JOGAR NO LIXO'

Depois, o líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB), questionou o levantamento, afirmando que a Secretaria do Tesouro Nacional é o órgão para avaliar a situação fiscal de todos os Estados. Para o socialista, "o relatório da Firjan tem inconsistências e não tem credibilidade". "O dado da Firjan deveria abrir uma lixeira e jogar dentro", disparou.

O deputado Waldemar Borges (PSB) afirmou que o realtório da Firjan "só ganha em credibilidade do patinho da Fiesp". "Firjan, Fiesp e nada neste País estão bem pertinho", criticou.

EDUARDO CAMPOS

No final da sessão, Silvio Costa Filho voltou ao tema e, para defender o relatório, lembrou que o ex-governador Eduardo Campos fez quatro ou cinco palestras na Firjan, quando era vivo. Ele também ressaltou que a análise é feita com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional.

"Há uma mania do governo de tentar desqualificar as entidades", reagiu. Apenas o presidente da sessão, Cleiton Collins (PP), e o colega oposicionista Odacy Amorim (PT), ainda estavam no plenário.

NOTA SEFAZ

Na noite desta terça-feira (11), a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) emitiu uma nota sobre a discussão.

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