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Ministro entrega obras na UFRPE. Houve um pequeno protesto

Mendonça Filho inaugura prédios na UFRPE com forte esquema de segurança contra protesto

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 22/04/2017 às 15:39
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
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Atualizada às 21h05

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), inaugurou oficialmente oito obras da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), na manhã deste sábado (22). Juntas, as ações somam R$ 20,4 milhões, segundo o MEC. Algumas delas já estavam em uso parcial antes da posse do ministro na pasta.

Foram entregues na UFRPE os prédios da editora e da prefeitura universitária; um prédio onde estão concentradas as coordenações e salas de professores dos cursos de História, Letras, Ciências Sociais e Administração; três galpões onde estão instaladas a fábrica de ração e pesquisas de caprinocultura; a TransRural, uma via pavimentada com ciclovia e acessibilidade de 3,6 quilômetros; e uma rede de média tensão.

Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
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"São ações imprescindíveis para o funcionamento da instituição. Nós tínhamos quatro departamentos que viviam empilhados no mesmo espaço", explica a reitora Maria José de Sena. "A editora funcionava num prédio que não tinha tantas condições. E agora está num prédio construído realmente dentro da estrutura de uma editora", diz ainda.

PROTESTO

O esquema de segurança do MEC impediu que um pequeno protesto contra o governo federal ocorresse durante o ato. Professores e estudantes foram barrados do lado de fora da UFRPE. Uma faixa contra a reforma da previdência foi afixada no portão externo. Para acompanhar o ato, gestores da universidade precisaram receber o convite do ministério e responder a um e-mail para ter o nome permitido na lista de entrada. Aliada de Mendonça, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) acompanhou o evento.

"Você não vai fazer essa pergunta a mim. Nós aqui só recepcionamos. Toda a parte de segurança veio do governo federal, veio do MEC. Nós aqui só nos organizamos para receber. Essa é uma solenidade do MEC. Não é da Rural de Pernambuco. O MEC tem todo um protocolo e eu não sei se te responder. A gente atende o protocolo deles. Isso é normal porque é um ministro de Estado e as instituições que recebem, o nosso cerimonial dá suporte, o nosso segurança fica do lado. Agora, toda a parte de segurança, de credenciamento, de tudo, isso vem do MEC. A gente não tem como impedir porque não é o nosso procedimento que é mantido naquele momento", afirmou a reitora, após a cerimônia.

'ENTRO EM QUALQUER UNIVERSIDADE'

Na noite desse sábado, o ministro publicou no Facebook um trecho do forte discurso político feito durante a cerimônia. Nele, Mendonça afirma que sua atitude como ministro sempre foi republicana, de fazer o bem sem olhar a quem, e que essa postura não é um favor, mas uma obrigação. "No Brasil se acostumou a transformar algumas unidades da educação do Brasil em guetos ideológicos e partidários. E aqui não tem gueto, aqui não tem dono. Isso é aqui é Brasil! Aqui tem institucionalidade, tem Constituição, tem que se respeitar as leis, tem que se dar direito ao contraditório. E ninguém vai levar nada no grito. Eu não tenho medo de grito! Entro e saio dentro de qualquer unidade universitária do Brasil! E não vai ser grupelho partidário que vai me impedir!", afirma.

Mendonça também fez um apelo para as pessoas que querem uma educação pública de qualidade retirarem a paixão ideológica do debate. "Cada um tem o direito de fazer suas escolhas. Não a partir da força, da imposição e do grito. Aqui nós não vamos transformar o Brasil numa Venezuela. Muito pelo contrário. Quero que fique claro a minha alegria e a minha satisfação de continuar a trabalhar por Pernambuco e pelo Brasil. Continue gritando, que eu vou continuar trabalhando", prometeu.

INVESTIMENTOS

Sobre os protestos, o MEC informou que parte dos manifestantes conseguiu entrar na área da solenidade. Em nota, o Ministério da Educação informou também que entre julho e novembro de 2016 foram repassados R$ 2,8 milhões para as obras inauguradas ontem. O valor será ainda maior, pois a obra de estruturação do prédio da editora ainda não teve os recursos computados no sistema.

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