DEPUTADO

Lewandowski irá relatar inquérito contra Betinho Gomes no STF

Os inquéritos foram abertos com base nas delações da Odebrecht, mas Fachin entendeu que as investigações não tinham relação com a Petrobras

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 25/05/2017 às 16:48
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Os inquéritos foram abertos com base nas delações da Odebrecht, mas Fachin entendeu que as investigações não tinham relação com a Petrobras - Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
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Após pedido do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski ficará com a investigação relativa ao deputado Betinho Gomes (PSDB-PE). O inquérito aberto contra o pernambucano apura o favorecimento do da Odebrecht no empreendimento Reserva do Paiva, situado no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. NO outro caso redistribuído, o ministro Marco Aurélio Mello ficará relatará o inquérito contra o deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ) e o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes.

Os inquéritos foram abertos com base nas delações da Odebrecht, mas Fachin entendeu que as investigações não tinham relação com o escândalo de corrupção da Petrobras e, por isso, deveriam seguir a regra geral e serem distribuídas por sorteio a outros ministros. Um terceiro processo, envolvendo o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini, também será encaminhado a outro magistrado.

O inquérito que tem Pedro Paulo e Paes como investigados, por exemplo, investiga se os dois receberam propina da Odebrecht para que a empresa fosse privilegiada em contratos relativos à Olimpíada de 2016, realizada no Rio.

Betinho Gomes

Já o inquérito que tem como um dos envolvidos Betinho Gomes, trata do suposto repasse de valores ao parlamentar e a outros candidatos nos anos de 2012 a 2014, "na busca de favorecimento no empreendimento Reserva do Paiva, situado no Cabo de Santo Agostinho (PE)".

Zarattini, por sua vez, é citado por suposta atuação junto à Previ, para que o fundo de previdência privada dos funcionários do Banco do Brasil adquirisse imóveis de empreendimento construído e comercializado pela Odebrecht, supostamente recebendo valores como contrapartida dessas ações.

Todos os citados negam irregularidades.

 

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