Senado

Reforma trabalhista: Humberto diz que Temer sofreu maior derrota

Senador do PT celebrou resultado de votação sobre o tema na Comissão de Assuntos Sociais do Senado

JC Online
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Publicado em 20/06/2017 às 15:16
Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Senador do PT celebrou resultado de votação sobre o tema na Comissão de Assuntos Sociais do Senado - FOTO: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
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Com o voto do líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa rejeitou, nesta terça-feira (20), por 10 a 9, o texto da reforma trabalhista proposta pelo governo.

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Para o senador, trata-se da maior derrota de Temer e seus aliados no Congresso Nacional.

“Hoje, mostramos a esse governo corrupto, nefasto e ilegítimo que a oposição e o povo têm força e conseguem impedir que o país retroceda décadas em direitos trabalhistas. Agora, vamos trabalhar para derrotar esse projeto, que atinge todos os trabalhadores brasileiros, no plenário do Senado e enterrá-lo de vez, juntamente com esse governo moribundo”, afirmou.

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Com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a comissão aprovou, em votação simbólica, o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS). Agora, o parecer segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será apreciado no próximo dia 28, juntamente com o relatório derrotado dos governistas.

“A derrota de hoje de Temer demonstra o grau de fragilidade do governo no Legislativo, único local onde ainda tinha apoio. Foi uma pá de cal. Ele perdeu apoio, inclusive, de integrantes da sua base que o defendiam publicamente”, disse.

MANIFESTAÇÕES POPULARES

Para Humberto, a rejeição do texto da reforma só foi possível graças às manifestações populares.

“A luta pelas eleições diretas se fortalece para que, finalmente, possamos reescrever a história deste país, passando por esses tempos sombrios, com a devida legitimidade no poder”, comentou.

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Durante a sessão, Humberto declarou que só há um grupo beneficiado com a reforma trabalhista, os empresários, enquanto todos os trabalhadores são as vítimas.

“O projeto abre um extenso cardápio de maldades do empresariado sobre o empregado. As desvantagens dos trabalhadores são gritantes. Os argumentos usados pelos governistas – os poucos que ousaram defender o texto – causam espécie. Não há absolutamente nada que os sustente”, ressaltou.

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