Olinda

Antônio Campos critica Lupércio e diz que sua gestão é de continuidade

Rival do prefeito de Olinda na eleição de 2016, o irmão do ex-governador Eduardo Campos afirmou que gestor municipal não apresentou um plano para a cidade

JC Online
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Publicado em 17/07/2017 às 13:28
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Rival do prefeito de Olinda na eleição de 2016, o irmão do ex-governador Eduardo Campos afirmou que gestor municipal não apresentou um plano para a cidade - FOTO: Divulgação
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O advogado Antônio Campos (Podemos), que concorreu à prefeitura de Olinda em 2016 e saiu derrotado por Lupércio do Nascimento (SD), divulgou um comunicado contestando a atual gestão. De acordo com o irmão do ex-governador Eduardo Campos, o prefeito de Olinda faz uma administração semelhante a de seu antecessor, Renildo Calheiros (PCdoB).

Membro do diretório nacional do Podemos, Antônio Campos indicou o jornalista Ivan Mauricio para presidir o Podemos em Olinda ao presidente estadual do partido, o deputado federal Ricardo Teobaldo.

Em Olinda, o Podemos irá lançar nas redes sociais uma campanha de filiação, um blog e um jornal digital quinzenal no próximo dia 26 de julho. Também serão realizados debates e encontros para discutir as soluções e os problemas da cidade de acordo com o advogado.

A nota divulgada por Antônio Campo tem dez tópicos e se refere aos seis meses da administração Lupércio do Nascimento. Confira a seguir:

NOTA

1. Após seis meses de gestão de um governante, é praxe da política se fazer uma avaliação inicial de uma gestão.

2. A gestão de Lupércio não apresentou um plano para a cidade de Olinda e está aplicando o PPA – Plano Plurianual do Governo Renildo Calheiros, que poderia e deveria rever, com novas metas e prioridades, sendo uma continuidade de sua gestão, da qual preservou quase 300 empregos vinculados ao PCdoB.

3. Demorou a mostrar a situação que encontrou as finanças da cidade e não se tem notícias de uma providência que tenha tomado quanto ao descaso encontrado, o que caracteriza a aludida continuidade.

4. A Prefeitura de Olinda está no limite prudencial do gasto com pessoal (52,8%, dados de abril), no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não tendo atualizado os dados dos meses de maio e junho, até a última quinta-feira, podendo já ter chegado a 54%. Se considerar terceirizados, que entram na rubrica de custeio, onde colocou funções como merendeiras, entre outras, certamente ultrapassa tal limite, que é de 50%, o que pode inibir as transferências voluntárias de recursos federais. Nomeou 100% dos cargos comissionados, não enxugou a máquina pública, o que faz faltar dinheiro para setores essenciais à população. Governa na velha política, não tendo feito uma reforma e um enxugamento da máquina pública, que tinha prometido reduzir em até 30% para investir mais em saúde e educação, o que é marca das gestões modernas e comprometidas com a mudança.

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5. A saúde continua na UTI. Dos 33 postos de saúde, 20 estão sem médicos, fazendo um rodízio, que não funciona. No primeiro quadrimestre, gastou 12,8% com saúde, quando deveria gastar 15%. Uma máquina pública lotada, realmente, faz faltar recursos para a saúde.

6. A escola do Professor Lupércio não anda bem. Olinda está na 172ª posição no IDEPE e na 5ª pior posição no IDEB nas cidades da sua faixa populacional. Educação não está sendo prioridade. Quanto à contratação da merenda, em forma emergencial, é objeto de investigação no Tribunal de Contas do Estado. Não é crível que uma cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade não faça da educação uma prioridade.

7. Quanto aos alagamentos, não tem uma proposta estruturadora para a cidade e principalmente para o urgente desafio da Presidente Kennedy, limitando-se a Prefeitura a ações paliativas de limpeza, que se tornaram inócuas com as chuvas do inverno. O canal do Fragoso está sendo tocado essencialmente, com muito atraso e interrupções, pelos Governos Federal e Estadual.

8. Ainda não prestou contas dos 9 milhões gastos com o carnaval, sendo 2 milhões dos cofres de Olinda e 7 milhões de patrocínios. Apresentou a prestação de contas fora do prazo à Câmara Municipal do carnaval em forma de relatório genérico, em 09 de maio, quando seria em 30 de março, que a devolveu à Prefeitura com pedidos de informações complementares, que ainda não foram prestadas.

9. Faltam iniciativas e esforços para a preservação do Patrimônio Histórico ameaçado (vários monumentos continuam interditados) e uma política arrojada de segurança pública. Não trouxe nenhuma iniciativa significativa para a geração de empregos.

10. Olinda precisa de gestão e de mudança de verdade. A oposição estará vigilante e espera as atitudes cabíveis dos órgãos de controle.

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