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Genro de Pedro Correa foi o responsável pelo pagamento de propina da Transcarioca, afirma MPF

Laudo Ziani teria recebido o valor de um escritório de advocacia e entregue ao ex-secretário de obras do Rio

Mariana Araújo
Mariana Araújo
Publicado em 03/08/2017 às 11:19
Foto: Reprodução/TV Jornal
Laudo Ziani teria recebido o valor de um escritório de advocacia e entregue ao ex-secretário de obras do Rio - FOTO: Foto: Reprodução/TV Jornal
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O genro do ex-deputado Pedro Correa, Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani, preso na manhã desta quinta-feira (3) pela Operação Lava Jato em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o responsável pelo pagamento de propina da 2ª etapa da obra da Transcarioca, corredor de BRT do Rio de Janeiro. A operação foi batizada de Rio 40 Graus. A empresa que seria de Laudo, em Petrolina, também foi alvo de busca de apreensão. Laudo foi levado para a sala da Polícia Federal no aeroporto do Recife e aguarda o embarque para o Rio de Janeiro, onde ficará detido.

Segundo o MPF, Laudo Ziani solicitou ao representante da OAS e do Consórcio Transcarioca Rio, Antonio Cid Campelo, o pagamento de 1% do valor do contrato. A propina seria corresponde à segunda etapa da obra da Transcarioca, contratada por R$ 540 milhões. O valor seria repassado a agentes públicos vinculados ao Ministério das Cidades para viabilizar a liberação dos recursos para o projeto.

O valor da propina teria sido entregue em dinheiro diretamente ao ex-secretário Alexandre Pinto. Além disso, também foi
identificado o contrato fictício no valor R$ 6,49 milhões com o escritório de advocacia de Vanuza Sampaio, que repassava os
valores a Laudo.

De acordo com a PF, as investigações começaram há oito meses e apontam o pagamento de R$ 35,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas e servidores públicos municipais.

PETROLINA

Um dos mandados de busca e apreensão da Operação Rio 40 Graus foi cumprido em Petrolina, também na manhã desta quinta-feira (3), por agentes da Polícia Federal da Bahia. O mandado foi cumprido na empresa Rocha Firme, de extração de brita. Foram apreendidos documentos, extratos bancários e computadores. A suspeita é Laudo Ziani é um dos sócios da empresa. O material também será encaminhado para o Rio de Janeiro.

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