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Preso pela Lava Jato é genro do ex-deputado Pedro Correa

Operação cumpriu mandado de prisão temporária na residência do suspeito, em Piedade

Mariana Araújo
Mariana Araújo
Publicado em 03/08/2017 às 9:31
Foto: Reprodução/TV Jornal
Operação cumpriu mandado de prisão temporária na residência do suspeito, em Piedade - FOTO: Foto: Reprodução/TV Jornal
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Atualizada às 10h36

O mandado de prisão preventiva cumprido pela Operação Rio 40 Graus, mais um braço da Lava Jato, na manhã desta quinta-feira (3), em Pernambuco, é contra o genro do ex-deputado federal Pedro Correa (PP), Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani. Ele foi detido em sua residência, na Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade.

Em Pernambuco, também está sendo cumprido um mandado em Petrolina, por agentes da Polícia Federal na Bahia. A Polícia Federal não detalhou a participação de Laudo no caso. A investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal, no Rio, mira fraudes praticadas na gestão municipal da capital fluminense.

Laudo foi encaminhado para a sala da Polícia Federal no aeroporto do Recife, onde aguarda um voo para o Rio de Janeiro, onde ficará detido. Ele é casado com Aline Correa, filha de Pedro Correa e ex-deputada federal pelo PP em São Paulo.

Segundo o MPF, Laudo Ziani solicitou ao representante da OAS e do Consórcio Transcarioca Rio, Antonio Cid Campelo, o pagamento de 1% do valor do contrato. O valor seria repassado a agentes públicos vinculados ao Ministério das Cidades. A propina seria corresponde à segunda etapa da obra da Transcarioca, contratada por R$ 540 milhões. O valor seria para viabilizar a liberação dos recursos para o projeto.

O valor da propina teria sido entregue em dinheiro diretamente ao ex-secretário Alexandre Pinto. Além disso, também foi identificado o contrato fictício no valor R$ 6,49 milhões com o escritório de advocacia de Vanuza Sampaio, que repassava os valores a Laudo.

De acordo com a PF, as investigações começaram há oito meses e apontam o pagamento de R$ 35,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas e servidores públicos municipais.

Aline foi investigada pela Lava Jato por conta de contratação de funcionários fantasmas na Câmara Federal. Em 2015, o processo foi suspenso pela Justiça Federal.

Pedro Correa foi condenado a 20 anos e 7 meses de prisão na Operação Lava Jato, em sentença proferida pelo juiz Sergio Moro. Em maio deste ano, ele saiu da carceram em Curitiba, onde cumpria a pena, ele se submeteu a uma cirurgia para colocação de próteses metálicas na coluna, no Hospital Santa Joana, no Recife. Para a realização dos exames, Corrêa tirou a tornozeleira eletrônica com autorização do juiz federal Sérgio Moro.

No acordo de delação premiada que Pedro Correa fechou com o Ministério Público Federal, ele teria deixado de fora das acusações todos os seus familiares.

FRAUDE

A suspeita do Ministério Público Federal é que houve pagamento de propina e desvio de recursos no corredor de BRT Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões, além da drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá, também no Rio.

O corredor do BRT Transcarioca liga o bairro da Barra da Tijuca ao aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador. A obra fazia parte de um pacote de mobilidade da cidade para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

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