eleições 2018

Grupo ligado a Betinho Gomes no PSDB-PE pede candidatura própria ao governo

Deputado federal divulgou carta em que pede o debate sobre a escolha de um nome do partido para o pleito de 2018

Da editoria de Política
Da editoria de Política
Publicado em 11/09/2017 às 16:53
Foto: Vinicius Sales/Especial para o JC
Deputado federal divulgou carta em que pede o debate sobre a escolha de um nome do partido para o pleito de 2018 - FOTO: Foto: Vinicius Sales/Especial para o JC
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Liderados pelo deputado federal pelo PSDB Betinho Gomes, nomes do partido em Pernambuco, divulgaram uma carta, na tarde desta segunda-feira (11), pedindo o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Estado em 2018. A decisão vai de encontro às movimentações que a legenda tem feito no Estado, de aproximação com o DEM e o PTB, além do grupo político do senador Fernando Bezerra Coelho, recém-chegado ao PMDB.

O grupo de Betinho é o mesmo do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, pai do parlamentar. Na escolha da mesa diretora da legenda, em junho de 2015, ficou definido que o biênio 2015/2017 para a presidência seria compartilhada entre o deputado estadual Antonio Morais e o ex-prefeito Elias Gomes. No entanto, Elias não assumiu o controle do partido.

"Chegou o momento de o PSDB se apresentar ao nosso povo como opção para assumir o governo estadual. É hora de ousar e esse grupo da social democracia pernambucana conclama os seus filiados ao debate em torno de um projeto de candidatura própria do governo do Estado", diz um trecho da carta entregue na tarde desta segunda (11), sem nenhum nome subscrevendo.

Betinho Gomes preferiu não polemizar sobre o fato de Elias Gomes não ter assumido a presidência da legenda. "Não é o momento de discutir isso agora. Iremos esperar a convenção nacional no dia 11 de Novembro", disse o parlamentar.

Sobre as divergências entre com a cúpula nacional, o deputado afirma que o PSDB se acomodou. Tomando as decisões em pequenos grupos."O PSDB se acomodou diante de decisões que são tomadas por grupos pequenos. Isso em algum momento funciona e resolve, sobretudo o se partido não é grande. Contudo tem um certo momento que você precisa tomar decisões coletivas. O PSDB vai ter que se acostumar mais com essa forma de tomar decisões."

Perguntado sobre os possíveis nomes para a disputa do governo em 2018, Betinho citou nomes como Bruno Araújo, Elias Gomes, Daniel Coelho e João lira. "São lideranças que tem vivência administrativa na política, que tem perfil pra liderar um processo como esses. Mas como falei, esses nomes precisam ter a vontade de , primeiro, liderar um processo de unificação do partido em torno desse projeto e depois garantir um diálogo com as forças de oposição."

DIFERENÇAS

O grupo dos Gomes diverge em alguns aspectos com o liderado pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, ex-presidente do partido no Estado. Um dos pontos cruciais é o apoio ao governo de Michel Temer (PMDB). Enquanto Bruno integra o primeiro escalão do peemedebista, Betinho votou pelo não-arquivamento da denúncia de corrupção contra o presidente, no início de agosto. Bruno, inclusive, foi exonerado do cargo de ministro para comparecer à votação na Câmara dos Deputados e, como previsto, foi favorável ao arquivamento.

CONTRAPONTO

Procurado, o atual presidente da legenda, Antônio Moraes, rebateu as críticas de que o partido não teria diáligo. E ainda alfinetou o grupo que realizou o ato de hoje. "São lideranças que tem vivência administrativa na política, que tem perfil pra liderar um processo como esses. Mas como falei, esses nomes precisam ter a vontade de , primeiro, liderar um processo de unificação do partido em torno desse projeto e depois garantir um diálogo com as forças de oposição."

Sobre 2018 Antônio confirma a inteNção do partido, contudo diverge sobre propagar a vontade neste momento. "O partido está aberto. A questão da candidatura a governador, é muito prematuro tratar disso. A população não quer saber de eleição, quer resolver os problemas. No momento oportuno, vamos decidir isso e vai ser a decisão que for melhor para os partidos. Claro que com fim das coligações, partidos fortalecidos. Teremos chapa para deputado estadual e federal. E quem sair com candidato majoritário fortalece essas chapas. Mas ainda não se colocou nenhum nome."

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