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Raul Henry, a 'pilheria' e a história do PMDB

Na luta para continuar no comando do PMDB, o vice-governador Raul Henry fala de livros, quadros e relembra a história do partido

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 12/09/2017 às 8:00
Foto: Paulo Veras/Especial para o JC
Na luta para continuar no comando do PMDB, o vice-governador Raul Henry fala de livros, quadros e relembra a história do partido - FOTO: Foto: Paulo Veras/Especial para o JC
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"Todos esses quadros são meus. Estou avisando logo porque se houver intervenção vou levar de volta para casa", brincou o vice-governador Raul Henry, presidente do PMDB-PE, ao apresentar a sede do partido a repórteres dos três principais jornais de Pernambuco. O endereço, no primeiro andar da Rua Dona Maria César, no Bairro do Recife, é cuidado como um filho que Henry criou com esmero. Os mimos incluem quadros de artistas pernambucanos e livros. Muitos livros. Que ele levou da própria estante.

A intervenção é a possível dissolução do diretório de Pernambuco após a entrada no partido do senador Fernando Bezerra Coelho, que pretende levar a sigla para a oposição. Se isso ocorrer, Raul diz que vai judicializar a questão. Ele embarca nesta terça-feira (12) para Brasília para atuar junto a membros da Executiva Nacional da agremiação. Uma batalha que promete ser ferrenha.

Afilhado político do deputado federal e ex-governador Jarbas Vasconcelos, Raul soa ora orgulhoso, ora saudoso ao falar do PMDB. Passa minutos descrevendo uma a uma as fotos de um mural na entrada do escritório. São imagens das Diretas Já, da primeira eleição para prefeito do Recife após a redemocratização, e de aliados da envergadura de Miguel Arraes, Ulysses Guimarães e Pedro Simon. Um resumo da história política de Pernambuco. "Essa é a história que Fernando Bezerra quer usurpar da gente", lamenta.

'PILHERIA'

O escritório, desocupado por um deputado federal, foi especialmente planejado para sediar o PMDB. A vista da sala da presidência dá para o Marco Zero, um símbolo do Recife. Os móveis de cor branca misturam elegância e leveza. O espaço ainda congrega um auditório. Preocupado em abraçar o partido diante da opinião pública, Raul topa fazer foto em vários ambientes. Grava vídeo. Cuida ele mesmo de um enfeite sobre a mesa.

Antes do final da entrevista, o vice-governador faz questão de destacar o quanto o PMDB cresceu nos últimos anos. Avançou 128% entre 2012 e 2016. Tem 17 prefeitos e 15 vices. Em 12 municípios, ficou em segundo lugar. Soma-se a isso 160 vereadores, três deputados estaduais, três secretarias na gestão estadual e dois deputados federais. Agora, tem também um senador. "Não há argumento político para dizer que é possível dissolver o diretório. Isso é uma pilheria", encerra.

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