POLÊMICA

Alepe: Cleiton Collins exonera jornalista durante licença-maternidade

O Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo criticou a atitude do atual presidente da Alepe

JC Online
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Publicado em 23/07/2018 às 20:17
Foto: Sabrina Nóbrega/ Alepe
O Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo criticou a atitude do atual presidente da Alepe - FOTO: Foto: Sabrina Nóbrega/ Alepe
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O atual presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Cleiton Collins (PP), no cargo desde a morte de Guilherme Uchoa, demitiu a então superintendente de comunicação social, a jornalista Margot Queiroz Dourado, na última sexta-feira (20). O Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo do Estado de Pernambuco (Sindilegis-PE) criticou, nesta segunda-feira (23), a exoneração da funcionária da Assembleia em nota de repúdio.

A jornalista está em licença-maternidade e, para o sindicato, a situação  trata-se de machismo institucional. “O desrespeito ao direito de uma mulher em licença-maternidade constitui exemplo de machismo institucional e é digno de repúdio”, afirma a nota.

O sindicato contou que o setor não estava vago, afirmando que um servidor concursado foi demitido. “O cargo de Superintendente de Comunicação Social não estava vago, mas ocupado por um servidor concursado do quadro de jornalistas da Casa, que foi dispensado da função no mesmo dia em que a servidora comissionada foi exonerada”, explicou.

Na nota, é defendida, ainda, que a Comunicação da Alepe nunca deixou de cumprir sua obrigação. “O setor de Comunicação da Alepe jamais deixou de cumprir com a determinação legal de levar a informação dos trabalhos do Poder Legislativo ao povo pernambucano, realizando cobertura diária da atividade parlamentar em TV, rádio, impresso e mídias digitais, assim como o atendimento à imprensa. A Superintendência conta com equipe composta por profissionais efetivos, habilitados e qualificados para o exercício das funções essenciais ao setor, as quais sempre desempenharam com ética e espírito público”, afirmou o Sindilegis-PE.

A nova indicação

Para o cargo que era ocupado por Margot Dourado, foi nomeado Mardoqueu Julio da Silva, ligado ao segmento evangélico, em que Collins tem base eleitoral.

De acordo com o Blog do Jamildo, o desligamento pode estar relacionado com a briga política entre o deputado federal Eduardo da Fonte e o deputado federal Fernando Monteiro, ambos do PP, pois os dois se odeiam. Collins é ligado a Eduardo da Fonte enquanto Margot Dourado é parente de Fernando Monteiro, e não apenas sobrinha de José Múcio Monteiro, ministro do TCU, como alguns citaram apressadamente.

A retaliação foi endereçada à Fernando Monteiro.

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