PREFEITO

Após apoiar Armando, Luciano Duque pode deixar o PT

Duque é prefeito da maior cidade governada pelo PT no Estado, Serra Talhada. Aliado de Marília Arraes, ele discordou da aliança entre PT e PSB

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 31/10/2018 às 11:51
Foto: Reprodução / Facebook
Duque é prefeito da maior cidade governada pelo PT no Estado, Serra Talhada. Aliado de Marília Arraes, ele discordou da aliança entre PT e PSB - FOTO: Foto: Reprodução / Facebook
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O prefeito de Serra Talhada, maior cidade governada pelo PT em Pernambuco, Luciano Duque, pode deixar o partido. Nessa terça-feira (30), Duque disse ao JC que “não fica numa casa onde não querem sua presença”. O petista gerou desconforto na sigla ao anunciar apoio à candidatura do senador Armando Monteiro (PTB), que concorreu ao governo estadual e foi derrotado.

Luciano Duque foi um dos maiores entusiastas da candidatura da vereadora e deputada federal eleita Marília Arraes (PT) ao Palácio do Campo das Princesas. Ele não aceitou uma aliança local com o governador Paulo Câmara (PSB), que foi reeleito. Agora, o gestor afirma que precisa repensar a vida e diz não conversar com nenhum partido sobre uma possível saída. “É uma possibilidade (sair do PT). Não conversei com ninguém. O partido anunciou na imprensa de Pernambuco o processo de expulsão porque tomei a decisão de apoiar Armando. (O processo de expulsão) se deu início pelo presidente do partido, Bruno Ribeiro. Então não gosto de ficar em casa de quem não gosta da minha presença”, afirmou.

PSB

Em setembro, o diretório estadual do PT decidiu, por unanimidade, abrir um processo disciplinar contra o prefeito pelo apoio a Armando. “Não concordei nem que o PT apoiasse o PSB. Eu apoiava a candidatura de Marília e com o afastamento do direito de concorrer, mesmo sendo aprovada a candidatura por larga maioria no diretório, houve uma intervenção. Não vou chamar de golpe, pois é uma palavra forte e as pessoas se incomodam com ela. Usaram por um certo tempo, depois colocaram na gaveta, pois muita gente se juntou com quem chamavam de golpista”, disse o prefeito.

Durante a campanha, Duque se mostrou figura central no fortalecimento do projeto da neta de Miguel Arraes e na popularização do seu nome no interior. “Estou repensando minha vida, eu quis construir a política, ganhamos as eleições nos dois turnos, Armando foi vitorioso aqui, nossos deputados foram majoritários, Marília teve uma votação extraordinária aqui”, ressaltou. Procurado pela reportagem, o presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, preferiu não comentar.

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