Eleições 2020

Joaquim Francisco e Gustavo Krause defendem oposição forte para concorrer à Prefeitura do Recife

Ex-governantes discordam com relação a força do segundo turno nas eleições municipais

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 05/02/2020 às 19:25
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Dayvison Nunes/JC Imagem
Ex-governantes discordam com relação a força do segundo turno nas eleições municipais - FOTO: Dayvison Nunes/JC Imagem
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Os ex-governantes de Pernambuco Gustavo Krause e Joaquim Francisco participaram de um debate na Rádio CBN nesta quarta-feira (5). O deputado federal do Republicanos, Silvio Costa Filho, também cedeu entrevista. Na ocasião, os ex-governantes trataram sobre as eleições municipais do Recife e a possibilidade de uma oposição forte para concorrer no segundo turno. Eles também fizeram uma análise da política nacional e internacional. 

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Eles analisaram a possibilidade de melhor êxito da oposição concorrer com candidatura única no Recife. Joaquim defendeu que o segundo turno "é feito para fazer a união". "Precisa ver quem é o candidato com as melhores posições e que as pesquisas indicam um cenário para ele que é muito difícil de convencer. É melhor você ter um camarada não participando, do que ter um "fogo de monturo". Acho que não há problema nenhum em ter dois ou três candidatos no primeiro turno". Francisco disse, ainda, que a participação de Bolsonaro apoiando a oposição no município é importante. "Eu tenho uma larga experiência, a gente pode errar, mas acho que a oposição ganha a eleição no Recife, desde que haja o ciclo da união, organização e desenvolvimento emocional", indicou. 

No entanto, Gustavo Krause destacou a importância dos dois turnos para dar "legitimidade democrática", mas disse ter convicção que, se não fosse o segundo turno, "a oposição ganharia a eleição". "No Brasil se cometeu um erro brutal que foi a eleição de dois turnos, e mais reeleição de municípios e Estados, isso é um fenômeno. No máximo, a presidência da República. Você dá o poder exagerado a quem é o incumbente. A minha radicalidade chega a tal ponto que, na minha visão, os municípios deveriam se organizar em condados", defendeu. 

André Régis à disposição da PCR

A novidade anunciada pelo vereador André Régis (PSDB) de que não disputará a reeleição para a Casa de José Mariano neste ano, e coloca seu nome para disputar a Prefeitura do Recife foi bem avaliada por eles. "André tem o nome disponível para disputar a eleição majoritária, em função de que não vai ser candidato a proporcional. Tem vários candidatos colocados no campo da oposição, como André Régis, Mendonça Filho, Daniel Coelho, Priscila Krause, a delegada e outros que podem surgir". Ele aproveitou para explicar o motivo de não ter se candidatado. "Estou dentro do cenário político e já fui prefeito duas vezes. Contribuo participando, mas não necessariamente discutindo os problemas do Recife. Então decidi não ingressar nessa eleição". 

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Por sua vez, Gustavo Krause ressaltou que André "qualifica" as opções de candidatura da oposição. "Compreendo quando ele diz que cumpriu a missão. Ele cumpriu dando ênfase na questão que nunca deveria deixar de dar, que é a educação". E se defendeu quanto a não ser candidato para disputar a Prefeitura. "Há uma fragmentação política que desestimula e é preciso dividir em dois tempos", Krause também atribuiu a diferença entre "tempo político" e "tempo cronológico" como pontos para não se candidatar.

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